Há cidades onde o movimento cooperativista é muito forte e merece destaque. Conheça algumas delas.

O cooperativismo é fundamental para a economia e para a sociedade em todo o mundo.

Há cidades onde o movimento é muito forte e merece destaque. Conheça algumas delas.

1. Nova Petrópolis

A cidade da serra gaúcha ganhou o título de capital do cooperativismo no Brasil em 19 de janeiro de 2010. Uma das razões dessa conquista é o fato de Nova Petrópolis ser o berço do cooperativismo de crédito da América Latina. Foi lá que foi criada a primeira cooperativa de crédito que funciona de forma ininterrupta desde 1902. A Caixa de Economias e Empréstimos Amstad, hoje conhecida como Sicredi Pioneira RS, teve como fundador o Padre Theodor Amstad.

Nova Petrópolis também tem uma cooperativa agropecuária de abrangência interestadual com mais de 40 anos: a Piá. No local existem vários pontos históricos dedicados ao cooperativismo e nove cooperativas, sendo cinco delas fundadas lá. Também há a Casa Cooperativa de Nova Petrópolis.

2. Teutônia

Teutônia é considerada a Terra do Cooperativismo. E não é por menos: 82% dos seus habitantes são associados a alguma cooperativa. Esse índice supera o de países da Europa (40%) e do Canadá (60%).

Teutônia é a sede de cooperativas como a Certel, a maior e a mais antiga cooperativa de eletrificação do país, e a Languiru, cooperativa que atua na produção de laticínios, embutidos, aves, suínos e derivados que ocupa a terceira posição entre as maiores cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul.

3. Sunchales

Capital nacional do cooperativismo na Argentina desde 1974, a cidade possui 13 cooperativas, sendo 9 fundadas em Sunchales. Destaque para a Sancor Lácteos (fundada em 1938) e para a Sancor Seguros (fundada em 1945), devido ao tamanho e penetração no mercado nacional e internacional.

Destacam-se também a Casa Cooperativa de Sunchales, que reúne cooperativas e associações com o objetivo de representação institucional, educação, formação e desenvolvimento cooperativo; e a Federação das Cooperativas Escolares, que tem como objetivo desenvolver as cooperativas escolares implantadas em todas as escolas de Sunchales. Ao total, são 15.363 sócios de cooperativas em Sunchales.

4. Arrasate-Mondragón

A Mondragón Corporación Cooperativa (MCC) é um grupo de produção industrial e de empresas de distribuição sediadas no País Basco (Espanha) na cidade de Arrasate-Mondragón. É considerado o maior grupo cooperativo do mundo.

A Mondragón é mundialmente famosa por reunir 256 empresas e entidades em forma de cooperativa. Elas realizam atividades em quatro áreas: finanças, indústria, distribuição e conhecimento.

A MCC emprega 93 mil pessoas, é o mais importante grupo industrial do País Basco e o sétimo da Espanha. Foi fundado em 1943 e hoje cerca de 70% da população economicamente ativa da cidade trabalha em cooperativas do grupo.

5. Rochdale

Rochdale, cidade do noroeste da Inglaterra, é o berço do cooperativismo mundial. Foi lá que foi fundada por 28 operários em 1844 a primeira cooperativa moderna do mundo: a Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale (Rochdale Quitable Pioneers Society Limited). A cooperativa foi fundada com o resultado da economia mensal de uma libra de cada participante durante um ano.

Esses operários enxergaram o cooperativismo como forma de contornar, por meio da compra e venda comum de mercadorias, os efeitos do capitalismo sobre a condição econômica dos trabalhadores assalariados. A iniciativa foi motivo de deboche pelos comerciantes, mas logo no primeiro ano de funcionamento o capital da sociedade aumentou de 28 para 180 libras e cerca de 10 anos depois o “Armazém de Rochdale” já contava com 1.400 cooperados.

O sucesso dessa iniciativa passou a ser um exemplo para outros grupos. Em 1881, já existiam 1.000 cooperativas de consumo na Inglaterra, com um total de 500 mil associados.

O grande feito da cooperativa de Rochdale foi ter redigido um estatuto social que estabelecia objetivos mais amplos para o empreendimento e definia normas igualitárias e democráticas para a constituição, manutenção e expansão de uma cooperativa de trabalhadores. Anos depois, este estatuto foi a base para a criação dos princípios cooperativistas.

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