Conheça as características que diferem cada um desses tipos de instituições financeiras

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As cooperativas de crédito são parte integrante do sistema financeiro nacional e funcionam com os mesmos serviços de um banco tradicional, como crédito, financiamentos e investimentos diversos. Embora funcionem como um banco, existem algumas importantes diferenças no seu funcionamento que garantem retornos financeiros mais atrativos para quem investe.

A principal diferença está no foco de atendimento: enquanto bancos focam em gerar lucro para seus acionistas, as cooperativas de crédito visam atender às necessidades dos associados, que são todos os correntistas.

Conforme explica Fabiane Lenhart, gerente da agência Farrapos da Sicredi União Metropolitana:

“Os produtos e serviços financeiros disponíveis estão em conformidade aos comercializados pelas Instituições Financeiras, mas como existimos para atender e beneficiar o associado, que é dono do negócio, nos permite apresentar as melhores alternativas com preços justos”.

Fabiane Lenhart conhece bem essas diferenças, pois, além de ser gerente de agência de uma cooperativa de crédito, já trabalhou em um grande banco tradicional. Os motivos que a fizeram mudar para a cooperativa foram destacados pela websérie Histórias Reais, no canal do Sescoop/RS no YouTube.

Para que serve uma cooperativa de crédito?

A cooperativa de crédito é uma associação de pessoas, sem fins lucrativos, que buscam uma melhor administração de seus recursos financeiros. O principal objetivo é oferecer subsídio de créditos aos seus associados, além de empréstimos e serviços bancários, como contas correntes e cartões de crédito com taxas e tarifas mais acessíveis do que os bancos tradicionais.

“A diferença de uma Cooperativa para um Banco é que a cooperativa de crédito é uma alternativa para organização econômica de seus associados. Seus diferenciais vão além do valor e da qualidade das soluções financeiras oferecidas. Como uma sociedade de pessoas, busca-se promover o crescimento econômico dos seus sócios e da comunidade”, esclarece Fabiane.

Segurança para quem investe

Do ponto de vista legal, a Cooperativa de Crédito é igual às instituições bancárias, estando sujeita às mesmas regras, fiscalizações e punições caso cometam alguma fraude. Porém, através de uma cooperativa de crédito, o acesso ao sistema financeiro é feito de forma mais democrática e os recursos distribuídos mais justamente entre os correntistas associados.

Todo banco tradicional tem a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura que qualquer dinheiro depositado dentro daquela instituição financeira até o montante de R$ 250 mil está protegido por este fundo.

Já na cooperativa de crédito, você tem a segurança do FGCoop, que é o Fundo Garantidor das Cooperativas e que, assim como nos bancos, assegura que qualquer dinheiro depositado dentro daquela instituição financeira até o montante de R$ 250 mil por CPF está protegido.

Além desse controle externo, feito pelo Banco Central, cada cooperativa conta com a segurança de um sistema que possui controles internos muito rígidos, como justifica Fabiane:

“Os associados contam com a solidez e a segurança de um sistema que possui controles internos e conselho fiscal, fundo garantidor do cooperativismo, idênticas aos bancos, responsabilidade solidária com atuação de forma integrada entre as cooperativas do sistema, garantindo solidez e segurança e avaliação de risco atribuídas pelas agências mundiais que elaboram análises técnicas quantitativas”.

Benefícios para toda comunidade

O sistema de cooperativismo de crédito não beneficia somente seus associados diretos, mas toda comunidade onde está inserida. Todos os rendimentos dos produtos oferecidos aos correntistas são revertidos aos associados e reaplicados na comunidade onde a cooperativa está situada.

Assim, empréstimos, aplicações, depósitos e outros tipos de investimentos são mais rentáveis não apenas para o associado, mas para toda a comunidade.

Uma cooperativa de crédito de produtores de leite, por exemplo, investe parte das sobras (o lucro da cooperativa) para melhorar a produção leiteira na região em que está sediada, oferecendo créditos, empréstimos e acesso a outros serviços bancários mais baratos para outros associados também produtores de leite. Com isso, não apenas o associado ganha, mas toda a comunidade.

Como afirma Fabiane: “A cooperativa de crédito oferece soluções responsáveis para proporcionar o desenvolvimento das comunidades onde atuamos, com atendimento personalizado que entende as necessidades do associado relacionados ao seu bem-estar no presente e no futuro, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas e agronegócio”.

Você já pensou em ser sócio de uma cooperativa?

Em uma cooperativa de crédito você não é cliente, é associado. Participa de todas as decisões. Este é o segundo princípio do cooperativismo, da gestão democrática, que diz que as cooperativas são organizações democráticas, controladas pelos seus membros, que participam ativamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres, eleitos como representantes dos demais membros, são responsáveis perante estes.

Como cliente, você dá lucro para o banco tradicional. Como associado, você participa do rateio dos resultados. O resultado da cooperativa, que são as sobras no final do ano, é dividido de forma proporcional entre os cooperados associados, ou seja, as pessoas que participam mais recebem mais dos resultados, quem participa menos recebe menos.

Este é o terceiro princípio do cooperativismo, da participação econômica, o qual diz que os membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente.

“Dentro disto, se destaca o relacionamento, participação nos resultados, Instituição Financeira da comunidade onde está inserida, transparência nos números e na gestão, solidez. Isto é, acreditar que todos podemos ganhar, sem ninguém precisar perder”, conclui Fabiane.

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