Magda e Giselda têm história de luta pela causa ambiental no Brasil

Infelizmente, o mundo ainda é bastante desigual. Mas quando alguém que está em uma posição privilegiada luta pelo bem coletivo, ajuda a mudar um pouquinho dessa realidade. Por sinal, esse é um dos princípios cooperativistas. Essa ideia também é o que incentivou duas mulheres de famílias ricas e influentes a se mobilizarem pelo bem do meio ambiente, dos animais e das pessoas.

Quem são Magda e Giselda?

Vindas de famílias tradicionais e influentes no meio político do Rio Grande do Sul, Magda Renner e Giselda Castro eram mães e cuidavam de suas casas. Quando conheceram as causas ecológicas, elas deixaram o conforto de seus lares para participarem ativamente.

Então, utilizando a influência que possuíam, em 1964, as duas passaram a realizar ações cidadãs com foco na população carente e sem acesso à informação, por meio da Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG).

Por terem objetivos iguais, a ADFG e a Friends of the Earth – que é uma organização internacional de proteção ao meio ambiente com representação em mais de 70 países – tornaram-se parceiras. Assim, a luta de Giselda e Magda, junto de outras pessoas, ganhou proporções ainda maiores. A dupla percorreu o mundo, em conferências internacionais da ONU e do Banco Mundial.

História documentada

Um trabalho de produção de 5 anos resultou no longa-metragem documental “Substantivo Feminino”, dirigido por Daniela Sallet e Juan Zapata. A história de Magda e Giselda é contada por meio de depoimentos de pessoas que tiveram algum contato com elas, além de trechos de manifestações e eventos em que elas estiveram.

O documentário mostra a trajetória de duas mulheres que além de serem protagonistas de suas vidas, foram protagonistas da causa ambiental no Brasil.

A história é um inspirador exemplo de cooperação pelo bem coletivo. Além disso, o longa recebeu Menção Honrosa na 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, em São Paulo.

Assista ao trailer aqui:

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