A escola tem governantes eleitos pelos alunos, legislação e moeda social

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Na escola, a gente aprende a fazer conta, escreve textos com o português correto, lê sobre as mais diversas vegetações, descobre como viveram os povos pré-históricos, entre incontáveis outros conteúdos superimportantes. Mas, e sobre cidadania? Empreendedorismo? Vida em sociedade? Economia? Cooperação? Será que aprendemos essas coisas? Com o objetivo de ensinar essas outras questões, uma escola pública localizada na cidade de Diadema, em São Paulo, iniciou um projeto pioneiro: uma cidade fictícia guiada pelos princípios da economia solidária e da colaboração. A Escola Cidade João Ramalho de Economia Solidária tem governantes e vereadores, que são eleitos pelos próprios alunos. Também existe uma legislação e até mesmo uma moeda social, a JR.
Na cidade fictícia, as salas de aula representam cooperativas. Elas são regidas pelos mesmos princípios das cooperativas reais, possuem presidentes, vice-presidentes, secretários e secretárias (eleitos pelos cooperados). As decisões são tomadas a partir de votações entre todos os integrantes das cooperativas. Estas salas-cooperativas são responsáveis pela plantação de hortaliças e de viveiros de mudas, pela organização interna, comunicação, compostagem e reciclagem.
Os governantes da Cidade Escola, que após eleitos possuem o mandato de dois anos, administram a compra pública dos alimentos, que são produzidos nas hortas, além de recolherem os impostos. Os vereadores fazem o acompanhamento do trabalho do executivo e têm autonomia para propor alterações na legislação do “município”.
Essa é uma iniciativa da Casa da Economia Solidária de Diadema, programa ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, que apoia o empreendedorismo popular, cooperativismo e ações de cidadania que geram trabalho e renda para a comunidade. A ideia foi implantada recentemente, mas é tão legal e tem feito tanto sucesso, que outras escolas já estão interessadas em participarem!

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