“O coworking chegou para ficar completamente integrado ao novo estilo empreendedor, gerando convergência de ideias e alavancando negócios”,
Jack Santos, Coworking Poa, 2012. 

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O empreendedor não necessariamente precisa ser só uma pessoa e este mesmo também ser criativo. O fundamental é ser um bom administrador ou, no mínimo, organizado, e ter uma visão globalizada. É aquele entendimento: ao seu modo você vai administrando, vai selecionando pessoas que têm a característica que você não tem. Desta forma, você vai montando o seu time e organizando o seu negócio.

Caracteristicamente, os espaços de coworkings são voltados para o trabalho autônomo ou startup com um grupo menor de 5 funcionários, mas, como já sabemos, tudo está em constante mudança e, em espaços colaborativos, não seria diferente.

Os coworkings cresceram 114%, segundo o Censo Coworking Brasil, entre 2016 e 2017. São 810 escritórios compartilhados espalhados pelo Brasil. O estado de São Paulo conta com o maior número, são 336, e o Rio de Janeiro contém 78 áreas coletivas. Estima-se que no mundo existam mais de 4.000 coworkings em funcionamento.

A rede Templo, na cidade do Rio de Janeiro, enxergou uma oportunidade e criou o espaço Malha. A diferença entre um coworking “tradicional” e a Malha é que esta área coletiva abraça ateliês, lojas pop-up e showroom coletivo. A empresa é uma plataforma colaborativa voltada para o público que deseja testar novos caminhos. Como conta o cofundador do projeto Herman Bessler: “Nos transformamos em um clube para criativos e empreendedores trabalharem. Hoje, somos uma rede aberta de inovação e conectamos empresas, profissionais, academia e governo”. Mas Bessler não é o único que está transformando os espaços colaborativos. As duas sócias, Ticiana Oppel e Renata Dória, abriram um espaço chamado Fábrica 955, localizado no bairro Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, uma área onde funciona uma fábrica de roupas juntamente com o espaço para coworking, cursos e palestras. Oppel explica: “A ideia é que as pessoas compartilhem saberes. A região é carente de espaços como esse, mas tem universidades perto, a comunidade da Mangueira, e nós buscamos essa democratização. Numa crise ou temos um olhar otimista ou ficamos paralisados. É hora de respirar fundo e apostar”.

Empreender em um espaço onde todos crescem juntos diminui as chances de erros, pois a cooperação aumenta o engajamento, e, com isso, se fortalece a rede de relacionamentos profissionais e parcerias. Ao invés de ficarmos naquela ideia, arcaica, de que todos são seus concorrentes, nós estamos dando mais um passo para um mundo cada vez mais cooperativo. Empreender é sempre coletivo, não é mesmo?

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