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Salve, caros amigos seguidores! Como estão vocês?

O artigo de hoje é um pouco diferente do usual, porém muito importante para estreitarmos ainda mais nossos laços com nossos queridos leitores. A ideia do conteúdo de hoje é disponibilizarmos um guia definitivo de tudo o que o GC tem a oferecer aos nossos seguidores e demais usuários, desde os conceitos básicos que mostramos, passando pelos símbolos do cooperativismo, até as diversas novidades que sempre buscamos trazer em primeira mão para vocês. Bora fazer esse tour?

Vamos “começar pelo começo”? Um Portal de Cooperativismo?

Para quem não sabe, o Geração Cooperação é um projeto do Sescoop/RS que nasceu com um ideal nobre, ao mesmo tempo, desafiador: ser um Portal de Cooperativismo para conscientizar e educar as novas gerações acerca do universo cooperativo, tal qual sua filosofia, princípios e vantagens como meio de desenvolvimento social e profissional. Sempre mesclando fatos e conhecimentos históricos com as inovações mais recentes dentro e fora das cooperativas.

Mas conscientizar por quê?

  • Já tomou café da manhã hoje?
  • Foi no supermercado?
  • Utilizou transporte público essa semana?
  • Possui plano de saúde?

Se a resposta para alguma dessas perguntas foi sim, então muito provavelmente você teve contato com o trabalho de alguma cooperativa da sua região. O Cooperativismo está nos nossos meios de transporte, na nossa vida financeira e, até mesmo, sobre a nossa mesa.

Como todo conceito antigo com enormes impactos diretos e indiretos sobre a vida das pessoas, muitas vezes acaba sendo tratado de forma pouco aprofundada, ou criando-se inúmeras falácias por quem não o vive no dia a dia. Mas ele está aqui, entre nós, se moldando aos avanços e às necessidades das novas gerações.

….E educar sobre o quê?

O cooperativismo, como já comentamos inúmeras vezes aqui no Blog, é uma doutrina filosófica que nos acompanha desde a primeira Revolução Industrial e é fundamentada sob princípios, os famosos 7 princípios do cooperativismo. São eles:

  1. Adesão livre e voluntária (das pessoas).
  2. Gestão democrática (por todos os associados).
  3. Participação econômica dos membros (da cooperativa).
  4. Autonomia e independência (de cada cooperativa).
  5. Educação, formação e informação (para todos os cooperados).
  6. Intercooperação (entre pessoas e cooperativas).
  7. Interesse pela comunidade (em que a cooperativa está inserida).

Todos eles, mesmo sendo muito mais presentes no dia a dia de cooperados, são direcionadores totalmente aplicáveis, teoricamente, a qualquer empresa, entidade ou instituição. Mas, como todos nós sabemos, ainda é uma minoria de profissionais que os conhecem fora de uma cooperativa.

Uma alternativa para as novas gerações, sim!

Muitos deles, infelizmente, acabam equivocadamente condicionados a ambientes de trabalho pouco saudáveis, que despertam a competitividade excessiva e o individualismo desnecessário. E claro, não é uma regra, mas é a realidade de milhões de jovens, que já consideram tal competição normal.

Os jovens das Gerações Y e Z querem qualidade na vida profissional, querem ser ouvidos e são a favor da inclusão. Porém, estão mais ansiosos do que nunca, com dúvidas em relação ao futuro e sedentos por novas oportunidades e possibilidades.

Muitos jovens nem sabem o que esperar do trabalho em cooperativas

Alguns exemplos simples incluem uma estrutura horizontal, como os associados podendo conversar e opinar mais abertamente com seus líderes e gestores, justamente por existir o estímulo ao diálogo para encarar novos desafios coletivamente.

Programas de Jovens Talentos

E os programas de jovens talentos estão aí para mostrar esses diferenciais, além do próprio Aprendiz Cooperativo, um marco para jovens associados dentro e fora do campo.

Além da relação entre cooperativismo e empreendedorismo!

O empreendedorismo anda de mãos dadas com o cooperativismo, por princípio, desde seu surgimento. Hoje, não é baixo o número de jovens pelo país que visa melhorar sua situação através de iniciativas colaborativas. O Coworking, um termo em alta, muito carrega dos ideais de intercooperação, sem nem sequer ser algo exclusivo do cooperativismo. Já parou para pensar nisso?

Se a resposta for não, convidamos você a se aprofundar mais no conteúdo, não só do Geração Cooperação, mas também de muitas cooperativas por aí, do nosso Estado mesmo, com excelentes materiais profissionais no Facebook, Blogs e, principalmente, nas cooperativas presentes no LinkedIn.

Uma verdadeira terra de oportunidades para interesses coletivos, não é? Porém, não caia nos preconceitos mais comuns de quem não conhece o meio a fundo. O conteúdo do Geração Cooperação auxilia, acima de tudo, na…

A Luta contra as Falácias:

Cooperativa não é sinônimo Sindicato!

Tudo bem, “união de pessoas para interesses coletivos” talvez seja uma característica que gere confusão para quem não é do meio cooperativo.  Mas a realidade é que, por mais que cooperativas visem propósitos coletivos a partir de gestões democráticas (questões também presentes nos Sindicatos), elas não se enquadram como Sindicatos. Existem várias diferenças práticas, mas podemos destacar algo básico:

Cooperativas se dividem por ramos, mas seu papel não é defender direitos trabalhistas ou se envolver no que diz respeito à pessoa jurídica ou relações de trabalho.

Cooperativas de Trabalho, por exemplo, se organizam como meios para o exercício de suas atividades laborativas ou profissionais, buscando desenvolvimento de qualificação e melhores oportunidades para seus membros em suas respectivas áreas de atuação. Porém, sem envolver questões legais por detrás.

E nem possuem envolvimento com partidos políticos…

A verdade é que o Cooperativismo é um modelo organizacional de trabalho e uma filosofia sem nenhuma origem política. Sua forma de gerir instituições e pessoas não está atrelada a nenhuma ideologia de esquerda ou direita.

Se o posicionamento político de uma determinada cooperativa está pesando para um lado ou outro (seus associados tem o livre direito a se manifestar da forma como preferirem), isso diz respeito somente àquela cooperativa e não deve ser interpretado como sendo uma regra geral.

O cooperativismo prega a autonomia e independência das cooperativas (um dos 7 princípios), mas o meio, como um todo, é politicamente neutro.  

O Cooperativismo é uma das chaves contra o Êxodo Rural

Você já deve ouvido por aí que o Êxodo Rural é algo que cresce mais a cada dia. Mas não é de hoje que o Cooperativismo luta para manter as pessoas no campo, principalmente os jovens, que são obviamente o futuro da nossa força agropecuária. Quem possui vinte e poucos anos não quer mais ficar no campo? Bom, precisamos dar incentivo e motivos concretos para que eles sucedam seus pais nas lavouras.

Como fazer isso? A inovação, por exemplo, é um dos fatores mais determinantes. Em meio ao século mais acelerado que já vivemos, tecnologicamente falando, áreas de avanço, como a Agricultura de Precisão e a Internet das Coisas (IoT), não podem ser deixadas de lado pelas cooperativas. E não são.

O número de jovens que desejam ficar no campo cresce a cada dia justamente por causa disso, então deixe de lado essa falácia de que cooperativas são “coisa de velho” ou que “o agronegócio não sabe acompanhar mudanças”. A Sucessão Rural (ou Sucessão Familiar) é uma realidade, e muitos Millennials querem vivê-la.

E, lembrando que o agronegócio é o ramo que mais movimenta a economia nacional e que as cooperativas são responsáveis por mais da metade de todos os nossos produtores, podemos afirmar que o conjunto da obra torna-se…

Mas isso é só o começo! Vamos adiante?

Além do cenário profissional, com todos os dilemas relativos à construção de carreira, a conscientização sobre cooperativismo ainda passa por todo o impacto indireto que ele causa em nossas vidas. Seja no consumo, na alimentação, na saúde ou na economia como um todo.

A influência começa no ônibus que pegamos de manhã, passa pela comida que chega à nossa mesa e vai muito além. E tudo acontece dentro dos 13 ramos do cooperativismo presentes oficialmente no Brasil.

Estes exemplos de Cooperativas são:

  1. Cooperativas de Agropecuária
  2. Cooperativas de Crédito
  3. Cooperativas de Consumo
  4. Cooperativas Educacionais
  5. Cooperativas Habitacionais
  6. Cooperativas de Infraestrutura
  7. Cooperativas de Produção
  8. Cooperativas de Saúde
  9. Cooperativas de Trabalho
  10. Cooperativas de Necessidades Especiais (ou Cooperativismo Social)
  11. Cooperativas de Transporte
  12. Cooperativas Minerais
  13. Cooperativas de Turismo e Lazer

Números do Cooperativismo no Brasil

Juntos, não só são responsáveis por mais quase 13 milhões de associados, como também movimentam mais de 5 bilhões em exportações em nível nacional. Estima-se que seus beneficiados cheguem a 52 milhões entre familiares de associados cooperados (cerca de 25% da população brasileira!), além de mais 370 mil empregos diretos gerados pelas cooperativas brasileiras.

Enfim, o número mais confiável é o que diz respeito ao total de brasileiros beneficiados, mesmo que de maneira indireta: 100%.

E, além dos fatos históricos e das realidades atuais, não podemos esquecer que o cooperativismo, diferentemente do que muitos pensam, nem de longe parou no tempo. Está em constante evolução, se reinventando de acordo com as pessoas e com o mercado, pois evoluir é uma das muitas atividades cooperativas.

Quer mais exemplos do que andamos levantando por aqui? Tecnologias, estilo de vida e disrupções.

Inovações: Cooperativismo de Plataforma X Economia Compartilhada

Já imaginou se a Uber não cobrasse um percentual em cima dos lucros de seus motoristas? Um plataforma 100% administrada por seus trabalhadores e com divisão igualitária de ganhos? E que tal um Netshoes que não cobrasse comissão sobre seus anunciantes? Acredite, isso existe por aí e não tem nenhum viés socialista. Trata-se simplesmente de grupos de pessoas com os mesmos interesses (uma definição cooperativa) e que se apropriam de uma mesma tecnologia para uso particular.

E não confunda! Economia compartilhada é uma tendência da última década que favorece usuários, mas com estruturas totalmente verticais de funcionamento, que vão contra a maioria dos princípios cooperativos. Cooperativismo de plataforma é a democracia tecnológica, uma nova forma de administrar um mesmo meio. E mais…

Isso ajuda no combate aos Monopólios de Mídia

Obviamente, você já notou como as empresas globais possuem influência sobre o mercado e as pessoas. Empresas como o Facebook, e o próprio Google, ganham bilhões em cima da maior, e mais preciosa, moeda de troca da internet: a informação.

Não seria maravilhoso se, mesmo que de vez quando, você tivesse a certeza de que seus dados pessoais e preferências expostas no online não servissem para te oferecer ainda mais produtos ou serviços? Algumas iniciativas ao redor do mundo já prezam por essa transparência. E, adivinha: tudo graças ao cooperativismo tecnológico.

Podemos afirmar, inclusive, que…

O cooperativismo de mídia vai contra muitos formatos tradicionais

E se uma série fosse produzida por um canal de televisão cooperativo, com sugestões de enredo coletivo baseados na realidade de seus associados? Seria chato? Seria instigante? Bom, não é de hoje que muitas séries e filmes são acusados de somente pensar no dinheiro por trás da audiência, ao invés de buscar entregar algo realmente relevante para a maioria das pessoas, se querer buscar sugestões e feedbacks de storytellings. De fato, um caso a se investigar e refletir.

Ok, essa parte pode até parecer um sonho, um verdadeiro devaneio, mas o fato é:

Já existem empresas voltadas exclusivamente para tecnologias e comunicação dentro de cooperativas!

Chega de empresas globais que visam guardar segredos tecnológicos para si: compartilhar informação também é cooperar. Parcerias entre empresas de tecnologia que visam crescer sem necessariamente possuir fins lucrativos. É o caso, por exemplo, da CoTech, rede de cooperativas de tecnologia fundada em 2016, que dá autonomia a cada um de seus membros e incentiva a livre troca de informações e experiências. E já possui clientes como NHS, BBC e diversas universidades em todo mundo.

Nunca ouviu falar? Então que tal um case regional?

O rancho já pode ser feito pela internet, o supermercado do futuro

Para acompanhar as mudanças de hábitos da população, foi necessário ir além do ambiente físico. Ir ao supermercado está, aos poucos, deixando de ser algo restrito ao analógico. E a Cooperativa Santa Clara não quis ficar de fora dessa tendência lançando, no ano de 2018, o Super Santa Clara, possibilitando o verdadeiro “Rancho Online”. E então? Ainda acha que o agronegócio gaúcho é antiquado?

A Santa Clara, assim como muitas outras cooperativas gaúchas, fez questão de se manter atualizada e escolher as parcerias ideais para continuar em alta no mercado. E que, por incrível que pareça…

A intercooperação faz o que, muitas vezes, as marcas famosas não fazem

A chamada “parceria de marca” está longe de ser algo inovador, mas quando é feita em prol de um bem maior, sempre possui um valor diferenciado. Lembra quando comentamos que os princípios do cooperativismo podem ser facilmente aplicáveis a outras situações e realidades de mercado? Então, certamente, se o McDonald’s tivesse cooperado com o Burger King no polêmico McWhopper em 2016, teríamos um ótimo case de intercooperação e de interesse pela comunidade.

De qualquer maneira, é uma excelente análise de contraste entre o universo cooperativo e o corporativo tradicional. Conhece mais algum? Passe para nós, que comentaremos aqui mesmo J

A igualdade de gênero está muitos passos à frente no Cooperativismo

Outro quesito em que o cooperativismo coloca em prática com força, e que fazemos questão de destacar aqui sempre que possível, é o que abrange a igualdade de gênero dentro de empresas e instituições. E isso não só no volume total de associados, mas entre cargos de gestão e liderança em geral.

Só para se ter uma ideia, dados internacionais incluem um equilíbrio 53%-47% para elas nos cargos de diretoria dentro de cooperativas. Será que essa realidade está próxima do Brasil? Nós apostamos que sim, porém, até termos estudos mais precisos por aqui, podemos abordar outros assuntos bem pertinentes, e que já são realidade. Como, por exemplo…

A resistência contra a crise

Números de 2016 e 2017 evidenciam a resistência do setor em meio à maior crise que já vivemos no Brasil. No auge do desemprego e da queda inerente do consumo, o cooperativismo mostrou-se como uma forte opção de oportunidades e fonte de faturamento.

Justamente por se basearem em um modelo econômico inclusivo e de desenvolvimento sustentável, as cooperativas demonstram, historicamente e em nível global, resistência aos piores momentos de recessão.

É, meus amigos…

Não é à toa que existe um dia mundial só para reconhecer o Cooperativismo

Entre tantas curiosidades e histórias, uma das que mais destacamos no Geração Cooperação é o fato da existência de uma data internacional feita exclusivamente para celebrar o cooperativismo, o Dia Internacional do Cooperativismo.

O “Dia C”, criado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), é um reconhecimento global do fato de as cooperativas de todo o mundo seguirem os mesmos princípios de inclusão, desenvolvimento sustentável e crescimento coletivo para o bem-estar social nas comunidades em que estão inseridas, entre muitas outras características que tornam o cooperativismo um diferencial para a sociedade.

O dia de celebração é 7 de julho, e o Sescoop/RS participa desde 2015 promovendo um evento anual nas praças públicas de maior movimento de Porto Alegre. Desde então, já passaram pelo movimento mais de 14 mil voluntários, cerca de 450 cooperativas, e mais de 360 mil pessoas foram beneficiadas em todo o estado do Rio Grande do Sul.

Muito legal, não é? E caso você tenha interesse de ir bem mais a fundo dentro da área cooperativa e more no RS, certamente, uma das melhores oportunidades está à sua disposição: uma escola só voltada para a especialização nessa área.

Você conhece a ESCOOP?

A Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo, surgida em 2007 como Gescoop na capital gaúcha, visa preparar profissionais para as diversas áreas das cooperativas, com a visão de ser entidade de referência em ensino e pesquisa do cooperativismo.

Foi a primeira faculdade de ensino exclusivo cooperativo credenciada pelo Ministério da Educação e hoje possui conceito 4 pelo MEC. Oferece diversos cursos de gestão, com desconto exclusivo para associados de cooperativas, tanto para graduação quanto pós-graduação.

Era isso! (por enquanto…)

Ufa! Foi um panorama bem extenso, não? E vai ficar ainda maior. Conforme formos atualizando nossos conteúdos (e podem contar com uma boa frequência), vamos incluindo aqui. Obviamente, depois de mais de seis anos de jornada, com certeza, não contemplamos tudo, mas, certamente, conseguimos sintetizar nossa essência de educação e inovação!

#Lembrando que sempre estamos abertos a sugestões de pauta, então não deixe de participar sempre que quiser 😉

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