Entenda como surgiram a primeira e a segunda onda do cooperativismo

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O cooperativismo sempre teve um propósito ligado ao contexto histórico. Quando ele surgiu, em meados do século XIX, na Europa, esse contexto era a Revolução Industrial. Caso você tenha esquecido dessa aula de História, nós damos uma forcinha:

A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças em que a transformação mais marcante foi a substituição do trabalho artesanal pelo uso de máquinas. Na época, a maior parte das pessoas vivia no campo e produzia o que consumia. No entanto, quando surgiram as máquinas, os trabalhadores se tornaram operários e subordinados aos empresários que os exploravam para lucrar mais.

Na época iniciaram-se vários movimentos dos trabalhadores contra essa exploração. Foi então que surgiu a primeira onda do cooperativismo, como uma alternativa a esse sistema de exclusão social e concentração de riqueza. O cooperativismo era um meio termo entre o comunismo e o capitalismo, que eram fortemente divididos, até a queda do Muro de Berlim.

Anos após, em 1995, ocorreu uma reforma dos princípios cooperativistas, durante o Congresso do Centenário da Aliança Cooperativa Internacional. Desta vez, o contexto histórico era a Globalização Econômica. Vamos relembrar esse conceito:

A Globalização surgiu em meados do século XX com a Revolução Técnico-Científica. Ela é responsável pela expansão massiva dos meios tecnológicos e de informação. No entanto, é importante salientar que essa expansão não aconteceu de forma democrática, com toda a população.

Aí que está o problema, pois os mais ricos foram favorecidos com o acúmulo de riqueza, enquanto os mais pobres enfrentaram ainda mais dificuldades para emanciparem-se socialmente. Como canta aquele grupo de axé dos anos 90, As Meninas: “O rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre”. Novamente, exclusão social e concentração de riqueza. E mais uma vez, o cooperativismo apareceu para “salvar o dia”. Assim, se iniciou a Segunda Onda do Cooperativismo.

Neste contexto, o cooperativismo passou a representar uma ponte, que conecta o mercado (onde as cooperativas são inseridas de modo competitivo) com o bem-estar das sociedades. Assim como na Primeira Onda do Cooperativismo, apesar do contexto histórico ser outro, a Segunda Onda surgiu como uma alternativa de trabalho mais justo para todos.

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