Conheça a história da Natália, que foi Aprendiz Cooperativa na Unimed com mais 14 jovens

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Se tudo der certo, todos serão o melhor que podem ser. A Natália da Fonseca Mello, de 19 anos, tem deficiência intelectual e uma situação financeira bastante limitada. Mas as dificuldades não a impediram de ir em busca dos seus objetivos. Neste mês, ela se formou no programa Aprendiz Cooperativo, realizado pelo Sescoop/RS, junto de outros 14 jovens, em uma cerimônia que aconteceu no Auditório do Colégio São Luiz, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. A conquista é motivo de orgulho e superação para a turma.

Em sua última semana de trabalho, conversamos com a Natália, que contou como foi a experiência de participar do programa. Ela mora na cidade de São Leopoldo com a sua família. Adora assistir TV na horas vagas, mas ocupa a maior parte do seu tempo em casa organizando as coisas, limpando e deixando tudo impecável. “Minha mãe diz que sou perfeccionista, gosto de deixar tudo arrumadinho”, conta. Essa característica da sua personalidade acabou sendo bastante útil quando ela se inscreveu na Turma de Aprendizes PcD (pessoa com deficiência).

Natália estudava na APAE, em São Leopoldo, quando soube que poderia aprender coisas novas e trabalhar em uma cooperativa: a Unimed. A partir do programa Aprendiz Cooperativo, em fevereiro de 2016, ela iniciou suas aulas teóricas. Cooperativismo, Cidadania e Trabalho, Informática, Formação Humana e Científica foram algumas das disciplinas estudadas. Para realizar a parte prática do programa, os jovens também fizeram aulas específicas como: Auxiliar de almoxarifado e depósito, Auxiliar de Cozinha, Auxiliar de Rouparia, Auxiliar para o Setor Administrativo, Higiene no Ambiente Hospitalar e Higiene Pessoal.

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A partir de junho do ano passado, Natália começou o seu trabalho na Unimed, em São Leopoldo. Ela se tornou  Auxiliar de Hospedagem, organizava materiais e distribuía roupas nos quartos. O trabalho era feito 3 dias por semana e conciliado com as aulas na APAE, além das aulas teóricas do programa Aprendiz. Parece difícil? Não para ela: “É tranquilo, eu gosto muito daqui”, conta alegre. Cada um dos jovens PcDs que fez parte do programa foi acompanhado por uma pessoa, durante o trabalho na Unimed. Esses monitores eram chamados de padrinhos e orientavam os aprendizes.

Durante o ano como aprendiz, Natália contou que fez amizades, trabalhou em grupo com cooperação e aplicou os aprendizados que obteve nas aulas teóricas. Mas não foram só os aprendizes que acharam essa experiência enriquecedora. “Todo dia é um aprendizado, nos tornamos mais flexíveis e descobrimos novas formas de serem executadas as tarefas do trabalho, conforme a necessidade deles (aprendizes)”, revela a Analista de Gestão de Pessoas da Unimed Vale dos Sinos, Andrea Santos. Com o programa, todos cooperaram, evoluíram e saíram ganhando. Isso, sim, é dar certo!

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