Cooperativas podem concorrer com Uber e
outras empresas de ponta em tecnologia.

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A revista norte-americana Yes Magazine publicou em sua edição online um artigo assinado por Gideon Rosenblatt abordando a urgência e os desafios para o surgimento de novas cooperativas nos setores de tecnologia, o que chama de “cooperativas de plataforma”, ou plataformas cooperativas.

Rosenblatt destaca que, com o aumento acelerado das plataformas online de serviços compartilhados, o emprego como conhecemos atualmente está desaparecendo.

À medida que a automação e a inteligência artificial custam empregos em um setor econômico após o outro, a renda relacionada ao emprego diminui e a receita de investimentos se expande, exacerbando a disparidade de riqueza”.

As plataformas cooperativas alteram essa equação ao ampliar a propriedade das empresas que constroem e operam essas tecnologias.

Rosenblatt provoca: “Imagine por um momento que os motoristas da Uber, em vez dos acionistas da Uber, possuam a Uber”. A provocação é uma maneira ilustrativa para entender o que é uma plataforma cooperativa. A Uber, explica ele, é uma empresa criada em uma plataforma de software que conecta provedores de serviços aos clientes. Se fosse uma cooperativa de plataforma, ela seria de propriedade das pessoas que fornecem o serviço, de seus usuários ou de ambos.

Para Rosenblatt, a atuação cooperativa em setores de tecnologia, como os que oferecem serviços compartilhados por meio de aplicativos, é a estratégia para aliviar a concentração de renda, a informalidade e o desemprego causados pela acelerada automação da sociedade. “É por isso que conduzir as cooperativas para o setor de tecnologia é tão importante e onde as cooperativas de plataforma podem desempenhar um papel vital”, afirma.

O desafio é dar conta de financiar o necessário surgimento de muitas plataformas cooperativas de maneira rápida, como exige a velocidade da tecnologia. Para o autor, é necessário o surgimento de novas formas de financiamento especialmente desenvolvidas para este setor cooperativo, o que passa pelo financiamento através de fundações filantrópicas, estratégias de financiamento coletivo, ou a criação de novos tipos de organizações e serviços nos moldes das criptomoedas.

Rosenblatt conclui seu artigo afirmando a urgência de equação dessas questões de financiamento, uma vez que “estamos em uma corrida que coloca a explosão da inteligência artificial e da automação contra nossa capacidade de expandir rapidamente a propriedade dos motores que impulsionam essa revolução tecnológica. Desenvolver as cooperativas de plataforma de sua forma incipiente em um novo e próspero setor é um passo crítico em direção a um futuro econômico, justo e promissor”.

Leia a íntegra da matéria em inglês aqui.

 

 

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