IBGE aponta: 27,7 milhões de brasileiros sem emprego formal.
O que o cooperativismo tem feito a respeito?

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de maio mostra que a proporção de pessoas que gostariam de trabalhar bateu recorde: faltam vagas de trabalho formal para cerca de 27,7 milhões de brasileiros. Esse número inclui quem procura emprego, quem desistiu de procurar e os trabalhadores subutilizados, aqueles que trabalham menos do que poderiam.

Trabalhadores subutilizados

O contingente de trabalhadores subutilizados também é o maior já registrado pela pesquisa: 24,7% dos brasileiros. O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial, mas não estão procurando emprego por motivos diversos.

Na comparação com o 1º trimestre do ano anterior, o número de desocupados caiu em 487 mil pessoas, enquanto o de trabalhadores subutilizados aumentou em 1,1 milhão, o que indica que, cada vez mais, o trabalhador está apelando ao chamado “bico” para se sustentar, o que demonstra o quanto a situação do mercado de trabalho brasileiro segue desfavorável.

O Cooperativismo como alternativa

Conforme números da Organização das Cooperativas Brasileiras do ano de 2015, existiam mais de 6,8 mil cooperativas no Brasil, com mais de 11,5 milhões de pessoas associadas, e o número de funcionários trabalhando diretamente em cooperativas era mais de 338 mil pessoas, o equivalente a mais de R$ 8 bilhões em salários e benefícios pagos.

As 895 cooperativas de trabalho existentes no Brasil, por sua vez, reúnem profissionais de uma mesma categoria em torno de uma cooperativa para melhorar a remuneração e as condições de trabalho do grupo de associados, ampliando sua força no mercado. É um ramo do cooperativismo bastante abrangente, já que as cooperativas podem atuar em todos os segmentos de atividades econômicas.

Presentes em todo o mundo, as cooperativas de trabalho surgiram como uma resposta a crises de desemprego em diversos países. Elas também promovem a formalização de diversas ocupações, garantindo renda e dignidade a inúmeros cooperados.

Oportunidades em cooperativas gaúchas

As 426 cooperativas gaúchas, de todos ramos, geraram 61,8 mil empregos no ano passado, e o salário médio dos empregados de cooperativas gaúchas é 20% superior ao salário médio dos empregados do setor privado. Enquanto no setor privado um empregado recebe, em média, R$ 1.810,00, nas cooperativas o salário médio dos empregados é de R$ 2.171,00.

Além disso, o Rio Grande do Sul é o segundo estado do Brasil com maior número de cooperados – 2,8 milhões de pessoas –, o que representa cerca de 20% do quadro de cooperados do país. Os dados são da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), e foram divulgados na publicação Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2018.

Case de inclusão

Outras cooperativas, que não apenas as do ramo trabalho, também são referência em inclusão e geração de emprego. É o caso da Cooperativa Dália Alimentos, que emprega milhares de brasileiros, e desde 2012 foi responsável também pela contratação de mais de 300 imigrantes haitianos. Na bagagem, o sonho de um trabalho digno e de um novo destino traçado para a vida devastada pelo terremoto que atingiu o Haiti em 2010. Na cooperativa, eles foram lotados no frigorífico de suínos, localizado em Encantado (RS); e na indústria de lácteos, instalada em Arroio do Meio (RS).

A contratação dos haitianos pela Dália foi motivo de destaque pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que retratou a iniciativa no caderno Direito ao Trabalho com Dignidade, um dos 12 cadernos da coleção Por Uma Nova Cultura em Direitos Humanos, que busca eliminar preconceitos de que direitos humanos são relacionados apenas e unicamente aos direitos dos presidiários, mas sim aos direitos fundamentais de todas as pessoas.

Procura oportunidades de trabalho?

A crise do desemprego é grave em todo o país. Quando falamos de público jovem, ela é ainda pior. Por isso, sempre que nós, do Geração Cooperação, podemos ajudar, fazemos com prazer. Recentemente, publicamos o artigo com oito sites para cadastrar seu currículo.
Mostramos que as cooperativas da sua cidade podem ser uma boa alternativa para buscar emprego, e a nossa websérie Fala Ae, Geração,  no YouTube, também abordou o tema Mercado de Trabalho.

E você está empregado, desempregado, subocupado, é cooperado ou buscou o caminho do empreendedorismo? 

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