Para Camila, 22 anos, a experiência de trabalho na Univens é diferente de tudo que tinha vivido antes. Ali ela recebe um retorno financeiro justo e é chefe de si mesma.


Camila dos Santos de Leon tinha apenas seis anos de idade quando um grupo de mulheres do bairro Sarandi, de Porto Alegre-RS, se uniu para formar a Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos (Univens). O objetivo: abrir espaço no mercado formal de trabalho. Hoje com 22, ela colhe os frutos do sucesso dessa iniciativa. Camila é sócia da cooperativa e considera essa a sua melhor experiência profissional até agora.

A moça não conhecia o cooperativismo antes de entrar para a Univens. Tinha tido empregos convencionais. Passou por um padaria, um supermercado e também trabalhou em eventos. Em seus quase três anos como cooperativista, aprendeu a serigrafar e bordar. E, principalmente, descobriu um outro jeito de organizar o trabalho. Ali as decisões são tomadas de forma coletiva, e até mesmo o modo de produção é discutido em grupo.

Além disso, os rendimentos da Univens são distribuídos justa e solidariamente entre as associadas. “A vantagem é que o salário é por produção, e o dinheiro é dividido igualmente.” Outra coisa que Camila gosta é do fato de não haver um chefe. “Cada um sabe o que tem que fazer, e faz.”

Na cooperativa, Camila estampa camisetas de turmas e empresas, uniformes escolares e profissionais. Também se envolve na produção de peças para a Justa Trama, marca da Cadeia Ecológica do Algodão Solidário, rede de cooperativas espalhadas pelo Brasil. Nesse projeto, experimenta o trabalho solidário aliado à preocupação com a causa ecológica.

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