Daniela, 26 anos, deixou o campo em busca de uma vida melhor na cidade. Percebeu o engano e voltou. “Na cidade somos empregados, no campo podemos ser os patrões.”

A rotina de Daniela Fabiane Schreiner, 26 anos, começa às 6h da manhã. Tira leite, trata os animais, leva as vacas pastarem e tira a silagem já para a próxima ordenha. A sequência se repete às 17h. Nesse meio tempo fica em torno dos afazeres da casa da família. Ela vive em Posse Cerrito, interior de Victor Graeff-RS. Mas não foi sempre assim.

No início de sua vida adulta, decidiu ir pra cidade. Como muitos jovens da zona rural, acreditava que o ambiente urbano podia lhe dar uma vida melhor. Arranjou emprego em um supermercado. Levou pouco tempo pra perceber que seu salário mal dava pra pagar as contas. “Pagava aluguel, água, luz, telefone, e não tinha mais dinheiro. Aí recorria aos meus pais.” Não vendo sentido nessa situação, voltou pra casa dos pais, que têm uma pequena propriedade diversificada, mas com ênfase na atividade leiteira. Até hoje, ela trabalha com a família e ganha sua porcentagem das vendas. Nem pensa em sair de lá. “Na cidade somos empregados, no campo podemos ser os patrões.”

A estabilidade financeira de Daniela e sua família é fruto do trabalho diário e do cooperativismo. Seu pai e seu irmão são líderes de núcleo da Cotrijal. E ela hoje é sócia da Cotrijal, do Sicredi e do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. Faz parte da Coordenação regional de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e da comissão estadual de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da Fetag/RS.

INSCREVA-SE EM NOSSA NEWSLETTER!

Compartilhe: