Mateus, 30 anos, saiu do campo apenas pra buscar mais conhecimento. Não foi fácil fazer seu pai aceitar suas ideias novas, mas hoje é ele quem manda na propriedade da família.

O cooperativismo existe na vida de Mateus Tonezer desde que ele se conhece por gente. Mora na zona rural, em Vista Alegre, distrito do município de Colorado-RS. Ainda pequeno, acompanhava o pai, sócio da Cotrijal, na compra de insumos, no acerto e na entrega da produção. Cresceu sabendo que o modelo de negócios cooperativista colocava o pão na mesa da família. Aderiu ao movimento e não quis mais sair do campo.

Mateus se associou ao Sicredi com 18 anos e, dois anos depois, também passou a fazer parte da Cotrijal, onde hoje é Líder de Núcleo. Trabalha na propriedade familiar, de 60 hectares, que produz soja, milho e leite. “O que mais gosto da vida no campo é a tranquilidade, além do fato de ser dono do meu negócio e fazer meus horários.”

Aceitou sair de lá apenas pra se aperfeiçoar, sempre com o objetivo de levar adiante os negócios do pai. Estudou na Escola Agrotécnica Federal de Sertão e formou-se em Administração pela Universidade de Passo Fundo. Adquiriu novos conhecimentos e levou para Vista Alegre.

Mas a aplicação de suas ideias não foi imediata. Mateus divide esse processo de aceitação em três fases: 1) Não; 2) Harmonia; 3) Você que sabe. Primeiro, o pai negava o que ele sugeria, depois os dois passaram a discutir e chegar a um consenso. Por fim, o pai entregou as decisões pro filho, que acabou se tornando o responsável pelos negócios. Estava feita a sucessão.

Daqui pra frente, Mateus quer fazer com que a propriedade da família seja cada vez mais viável. Para isso, deseja ao movimento cooperativista um futuro próspero. “Pra mim o cooperativismo é a perpetuação da minha propriedade, pois faz com que os pequenos sejam competitivos na hora da venda da produção e na compra dos insumos.”

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