Nikolas, 16 anos, é presidente de cooperativa escolar, jura que o cooperativismo curou sua preguiça e quer estudar Publicidade pra divulgar o movimento


Nascer em Nova Petrópolis-RS, a capital brasileira do cooperativismo, já é meio caminho andado pra se envolver com o movimento. A outra metade, no caso de Nikolas Leandro Bratz, 16 anos, foi o exemplo do avô e a escola.

Ainda criança, era levado às assembleias do Sicredi pelo avô associado. Já adolescente, na Escola Bom Pastor, teve a oportunidade de participar da criação da Cooebompa, cooperativa de alunos que agora preside.

A direção do colégio trouxe a ideia de Sunchales, capital argentina do cooperativismo. Lá o pessoal viu que esse modelo de negócios não é só coisa de gente grande. É possível reproduzir a estrutura, a rotina e os valores num formato jovem. Depois de algumas visitas ao país vizinho, nasceu a primeira cooperativa escolar neopetropolitana, em 18 de novembro de 2010.

Nikolas começou como fiscal. Ano passado, virou presidente. Ele conta que a Cooebompa, como qualquer cooperativa, possui departamentos, conselhos, diretoria e associados. Cada participante tem um cargo, mas, independente de qual seja, todos colocam a mão na massa. Só o corte das madeiras é feito por uma empresa terceirizada. Os “cooebompeiros” produzem peças de artesanato, como mandalas, porta-chaves e cartões de natal.

“Eu era preguiçoso pra fazer temas e trabalhos, aí apareceu a cooperativa e fez com que eu tomasse atitudes mais difíceis, fosse mais autônomo e tivesse mais responsabilidade”, garante Nikolas. Ele agora sabe fazer coisas que costumam pertencer ao mundo dos adultos, como coordenar reuniões, escrever pautas e tomar decisões. Também aprendeu a ouvir e a se fazer ouvido, além, é claro, de cooperar em prol de um objetivo comum ao grupo.

Este ano acaba seu mandato de presidente, mas Nikolas não pretende se afastar do cooperativismo nunca mais. Quer fazer um curso superior na área e também Publicidade e Propaganda, pra aprender a divulgar o movimento e fazer com que ele cresça ainda mais. “Penso que todas as pessoas deveriam conhecer um pouco mais do cooperativismo para que esqueçam a palavra ‘individualismo’ e pensem um pouco mais em cooperar e ajudar o outro”.

 

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