É fato: os jovens são o movimento cooperativista de amanhã. Mas e como é esse amanhã que estamos construindo?

A ONU pediu, o mundo cooperativista acatou: a partir de 2012, as novas gerações ganham atenção especial. Muito bem. O futuro deste modelo de negócios está nas mãos dos jovens. Mas e quem são esses jovens? O que pensam sobre este desafio? Que futuro é esse que estamos construindo? O Geração Cooperação foi ao Fórum do Jovem Cooperativista, na Expodireto, em Não-Me-Toque – RS, pra conversar com alunos e educadores cooperativistas.

Marco André Regis discute o cooperativismo com os alunos Alan e Lucas.


Os entrevistados mostraram que a nova geração do cooperativismo gaúcho está preocupada com sua formação profissional, com sua colocação no mercado, mas também com o desenvolvimento de sua cidade e com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e colaborativa.

O que Ananda Pagnussatti, de Espumoso-RS, busca no cooperativismo é o aperfeiçoamento profissional. Ela quer deixar seu currículo mais atraente para mercado de trabalho. O gerente de comunicação e marketing da Cotripal, Marco André Regis (foto acima), entende que esse modelo de negócios atende as necessidades de quem está atrás do primeiro emprego: “O cooperativismo abre um leque de oportunidades para o jovem que facilita essa inserção de um modo mais justo, construindo uma sociedade mais justa”. E, pra ele, é justamente isso que as novas gerações desejam: uma sociedade com mais ética, justiça e igualdade.

Pelo menos é o que se percebe no depoimento de Jenifer Bäcker. Ela valoriza o cooperativismo porque enxerga que ele ajuda a desenvolver a sua cidade, Condor-RS, gera renda e ainda promove a união da comunidade.

Laura da Silva Lopes, atenta às palestras do Fórum do Jovem Cooperativista.

Angélica Schneider, aluna do programa Aprendiz Cooperativo em Espumoso-RS, diz que tem aprendido a respeitar mais e ajudar o outro. Por este e por outros motivos, Junior Vian, de Venâncio Aires, acredita que o cooperativismo deixa as pessoas mais humanas. A vontade dele é que as pessoas pensem cada vez mais no coletivo: “Acho que todo mundo trabalhando junto rende mais; na troca de experiências, surgem mais ideias para um futuro melhor”.

É o que Vian aprende com o diretor pedagógico do Colégio José de Oliveira Castilhos, mantido pela Coopeva, onde estuda. O professor Jair Paulo Freitag conta que busca mostrar aos estudantes que é possível fazer diferente. Ele usa os valores cooperativistas para ensinar que vivemos num mundo mercadológico e individualista, mas que devemos colaborar em vez de competir. A aluna Laura da Silva Lopes (que é a moça ali da foto anterior) deixa claro que aprendeu a lição e acredita que pode transformar a realidade: “O jovem de hoje tem grandes ideias e está disposto a lutar por elas e mudar as coisas”.

Se é assim, dependendo da gurizada que foi ao Fórum, sim, vamos juntos construir um mundo melhor!

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