O quarto entrevistado da nossa serie com jovens profissionais bem-sucedidos que trabalham em cooperativas é o Igor Weingartner, Gerente da Divisão de Produção Agropecuária na Dália Alimentos. Confira o perfil dele!

Nome: Igor Estevan Weingartner

Idade: 29 anos

Cooperativa em que trabalha: Dália Alimentos

Formação: Formado em Administração com Habilitação em Comércio Exterior pela Univates com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Qual seu cargo? Gerente da Divisão de Produção Agropecuária (DPA)

Quais as principais atividades do seu cargo?

A Divisão de Produção Agropecuária (DPA) integra várias unidades de negócios ligadas à produção no campo da Dália Alimentos. É uma área ampla, responsável pela operação de duas fábricas de ração, cinco agropecuárias, treze granjas próprias de suínos e todo o Programa de Assistência Técnica nas cadeias do leite e da suinocultura.

Meu trabalho consiste em conduzir as ações e dar o suporte necessário aos oito supervisores que cuidam diretamente dessas operações.

Como você começou a trabalhar em uma cooperativa?

Após retornar de um intercâmbio acadêmico na cidade de Bocholt, na Alemanha, fui convidado a fazer um estágio na filial de distribuição de produtos da Dália Alimentos em Porto Alegre. Em seguida, fui contratado como supervisor de vendas e, três anos depois, surgiu a possibilidade de trabalhar na atual Divisão de Produção Agropecuária (DPA), onde permaneço até hoje.

Você tinha algum envolvimento anterior com cooperativas?

Diretamente não, porém, minha história com a Dália Alimentos iniciou antes da minha contratação. Meu pai trabalha na empresa há muitos anos. Então, a Dália sempre esteve presente nas conversas de família.

Quais as vantagens de trabalhar em uma cooperativa no seu ramo de atuação?

A Dália Alimentos é uma cooperativa que se profissionalizou muito e oferece aos seus funcionários um excelente ambiente de trabalho. Como um profissional da área de gestão, sinto-me realizado em fazer parte de uma organização em que o conhecimento técnico e a meritocracia são valorizados pela empresa. Além disso, as cooperativas, principalmente do segmento de alimentos, estão crescendo muito em nosso Estado. Com isso, as oportunidades de crescimento surgem constantemente.

Conte um episódio ou momento de grande realização profissional que você viveu em sua cooperativa.

O convite para assumir a função que hoje ocupo na empresa foi um episódio que marcou muito a minha vida profissional. Na época, eu tinha 25 anos e o colega que ocupava o cargo de gerente da DPA deu início a um processo gradual de aposentadoria, reduzindo, assim, sua carga horária na empresa. Com isso, tive a oportunidade de assumir, aos poucos, a função de gerente, sempre recebendo o suporte necessário dos colegas mais experientes.

Em sua opinião, de que forma o cooperativismo pode ajudar a melhorar nossa sociedade?

O cooperativismo é um sistema que busca a união de pessoas em torno de um objetivo comum, criando oportunidades para que os pequenos empresários (produtores rurais) empreendam de maneira coletiva, com maior escala e competitividade. Os sócios de uma cooperativa se unem porque vislumbram a melhoria de vida, ganhar dinheiro e serem mais competitivos naquilo que é o seu negócio.

Acredito que, no modelo cooperativista, existe uma distribuição mais ampla de recursos e conhecimento. O resultado disso é uma sociedade mais desenvolvida.

Quais são seus objetivos profissionais para os próximos anos?

Todos os dias somos desafiados a encontrar soluções para problemas que surgem pelas mais diversas razões. Meu objetivo profissional para os próximos anos é seguir evoluindo, aprendendo com os erros e, juntamente com a equipe que compõe o nosso “time”, tornar a nossa divisão uma área reconhecida pelo profissionalismo e competência naquilo que fazemos.

Você acredita que trabalhar em uma cooperativa é uma opção profissional viável para os jovens? Por quê?

Sim, é viável. Porém, trabalhar em uma cooperativa é igual a trabalhar em qualquer outra empresa. Ser viável ou não vai depender de fatores inerentes ao desempenho profissional do empregado e a fatores vinculados ao empregador. Ou seja, não existe uma resposta correta para essa questão, porque tudo vai depender se você é eficiente ou não e as condições que são oferecidas no ambiente de trabalho.

Estas condições podem variar de uma empresa para outra. O certo é que somos recompensados por aquilo que produzimos e isso é muito importante para uma organização, seja ela uma cooperativa ou uma S/A.

Compartilhe: