A sucessão dentro de cooperativas, assim como a sucessão rural,
são assuntos extremamente recorrentes no dia a dia de associados

post-Sucessão-Cooperativas-LinkedIn


A Sucessão empresarial: Desafios Atuais

Sucessão é a passagem do poder e do capital da atual direção de uma pessoa jurídica para a próxima, que continuará exercendo as funções econômicas anteriores. É um tema muito comum no meio empresarial, em que a grande maioria das empresas que existem há alguns anos já passou ou irá passar em algum momento.
Entre os maiores desafios, dentro e fora do mercado nacional, encontramos a dificuldade de estabelecer processos sucessórios institucionalizados. Ou seja, quando um líder deixa o cargo, não pode ser reposto de maneira improvisada ou apenas por uma parcela muito pequena de indivíduos. E essa consciência já chegou ao cooperativismo há tempos.

Sucessão em cooperativas

No meio cooperativo, a sucessão é tratada de maneira democrática por todos os associados, de forma a elegerem um novo líder. Uma responsabilidade individual e tanto, tendo em vista que as decisões do escolhido afetarão diretamente todos os aspectos da cooperativa e da vida profissional dos cooperados, desde o os gestores até os empregados.

Uma responsabilidade que é fundamentada não só na confiança no cooperado-candidato, mas também em requisitos mínimos necessários para torná-lo elegível.

Sucessão nas cooperativas de crédito

No ano de 2016, o Banco Central do Brasil editou uma resolução determinando que todas as instituições financeiras, incluindo as cooperativas de crédito, devem estabelecer suas políticas de sucessão de administradores, de forma a assegurar que os ocupantes dos cargos da alta administração tenham as competências necessárias para o desempenho de suas funções.

Mais do que algo aconselhável, tornou-se regra que as cooperativas financeiras possuam o chamado “Plano de Sucessão“, com atributos específicos para cargos eletivos, além de compatibilidade com os princípios cooperativistas.

A grosso modo, entre os requisitos necessários, consta, por exemplo:

  1. Conhecimento e aderência à legislação para o desempenho do cargo;
  2. Capacidade técnica e gerencial;
  3. Experiência prévia e compatível com a realidade do empresa em questão.

Os Planos de Sucessão

Em seu artigo publicado no Portal do Cooperativismo Financeiro, o advogado Ênio Meinen, autor de diversos artigos e livros sobre cooperativismo financeiro, fala justamente sobre a necessidade da institucionalização de processos seletivos de cooperados-candidatos.

Segundo sua análise, a gestão democrática está consequentemente envolvida com os demais princípios do cooperativismo:

“Ela (Gestão Democrática) convive com os princípios da Participação Econômica e da Educação, Formação e Informação, além de ter importante e imediata conexão com os valores universais da Solidariedade, da Responsabilidade e da Transparência. Logo, a exigência, em relação ao cooperado-candidato ou eleito, de condições objetivas e claras para suceder membro da alta administração está em linha com a melhor doutrina cooperativista.”

Nada mais justo, não?
“Ok, mas se estivermos falando de sucessão patrimonial?”

Sucessão de cooperados da agricultura familiar

É muito importante não confundir as circunstâncias da sucessão rural com as condições para se eleger um novo líder dentro de uma cooperativa. A tão falada sucessão familiar rural diz respeito unicamente ao desafio diário de despertar o interesse do jovem de permanecer no campo e suceder o trabalho de seus pais em sua propriedade.

Dentro da cooperativa rural como um todo, continua a regra de se eleger democraticamente um novo representante geral, independentemente da sucessão rural dentro das famílias de seus cooperados.

Ou seja, dentro das cooperativas agro, encontramos um duplo desafio: primeiro, o que já citamos, de institucionalizar processos de sucessão dentro da cooperativa e, segundo, de encontrar sucessores dentro do ambiente familiar dos próprios associados para manter sua escala produtiva.

Uma realidade dura dentro do contexto do êxodo rural. Torna-se um desafio criar líderes e, principalmente, líderes capacitados dentro do agronegócio.

As iniciativas do Sescoop/RS para gerar
Novos Líderes e Manter o Jovem no Campo

Além do já conhecido programa Jovem Aprendiz, o Sescoop/RS organiza diversos cursos, palestras e premiações visando incentivar e desenvolver novas lideranças dentro do cooperativismo, assim como muitas cooperativas gaúchas também buscam investir em programas de jovens talentos.

A própria Escoop, sediada em Porto Alegre, oferece cursos de graduação e pós-graduação cooperativa. Afinal, um mercado diferenciado precisa de profissionais capacitados para tal. Algo que começa, aos poucos, a se tornar uma obrigação dentro de qualquer ramo do cooperativismo.

E você, conhece algum outro fato interessante sobre a sucessão dentro de cooperativas? Faz parte de algum programa que estimule novas lideranças? Deixe nos comentários 🙂

Compartilhe: