Essas cooperativas buscam abastecer seus cooperados fazendo compras em comum, tornando o preço mais baixo e mantendo a qualidade dos produtos

Com o preço dos produtos aumentando sem parar nos supermercados, não é difícil de encontrar famílias ou grupos de amigos que preferem se unir na hora de fazer o rancho, para tentar conseguir algum desconto. Ou até mesmo as pessoas que optam por fazer grandes volumes de compra em atacados, onde os preços costumam ser mais baixos. Como uma alternativa para isso, existem as cooperativas de consumo.

Elas surgiram com o objetivo de abastecer seus cooperados, fazendo compras em comum de produtos para uso doméstico. Ou seja, elas oferecem aos seus associados mercadorias com preços menores e ainda assim de boa qualidade, adquiridas por meio de uma central de compras. No cooperativismo de consumo, a ideia principal é defender economicamente seus associados, que compram quotas de participação quando se inscrevem.

Esse é o tipo mais antigo de cooperativa: a primeira nasceu na Inglaterra, em 1844, período em que itens como farinha de trigo, legumes e frutas eram difíceis de conseguir. Elas podem ser fechadas somente para pessoas ligadas a determinada cooperativa, sindicato ou profissão, ou abertas, recebendo todo o tipo de público. E o que mais diferencia as cooperativas de consumo de um supermercado é a importância que tem o associado, que não é um mero comprador, mas é dono do negócio.

No Brasil, as primeiras cooperativas de consumo surgiram na região sudeste, em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, foi fundada em 1913 a Cooperativa de Consumo dos Empregados da Viação Férrea (Cooper), em Santa Maria, uma iniciativa inspirada nas ideias do cooperativismo europeu.

Naquela época, a Cooper trouxe muitas inovações sociais, como montar um hospital próprio para atender seus associados e oferecer assistência jurídica, e chegou a ser considerada a maior cooperativa de consumo da América do Sul. Além disso, criou uma rede de escolas primárias perto das linhas férreas, para que os filhos dos ferroviários pudessem ser alfabetizados. No seu auge, chegou a atingir cerca de 18 mil cooperados.

O cooperativismo de consumo sofreu um baque no país nos anos 1960, quando as grandes redes de supermercados começaram a crescer, a inflação aumentou e as isenções tributárias foram eliminadas. Mas hoje, há 120 cooperativas de consumo no Brasil, que geram mais de 10 mil empregos diretos e possuem, no total, mais de 2,7 milhões de associados. Um exemplo é a Coop, de São Paulo, que possui 28 unidades, e a Cocipa, do mesmo Estado, fundada em 1961.

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