Você já parou para pensar como o alimento chegou até o supermercado?

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Quase 12% da população de 16 a 29 anos do Rio Grande do Sul vive na zona rural, de acordo com o Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As razões que motivam o êxodo rural são diversas, e algumas realidades acabam afastando o jovem do campo, como o acesso à educação alternativa, a cultura urbana e os trabalhos assalariados, que se tornam atrativos para o jovem do campo. Porém, existem motivos culturais que auxiliam no crescimento do êxodo rural, que é a falta de incentivo e instrução. Muitas vezes, a responsabilidade de gerenciar a propriedade chega tarde, e os jovens acabam não recebendo instruções de como lidar com a propriedade durante a sua formação e, sem esse estímulo, a sucessão não acontece, acarretando na falta de preparo e na perda do interesse pela vida no campo.

A realidade está mudando

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a taxa de permanência das pessoas no campo aumentou significativamente na última década. Hoje, o êxodo rural está diminuindo, o jovem enxerga chances de crescer profissionalmente perto de casa e da família. A qualidade de vida longe das grandes metrópoles é imensurável. Atualmente, o jovem do campo pode produzir os próprios alimentos e ter a tecnologia e a educação da cidade grande, pois, independentemente de onde você mora, a educação é a base para a vida, e a tecnologia facilita o dia a dia.

Além disso, quase 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros vêm da agricultura familiar. Sem o pessoal do campo, a cidade não teria como se alimentar. Se todo mundo da zona rural resolvesse sair do campo e migrar para a cidade grande, não teríamos mais alimentos na mesa. Reconhecer a importância da agricultura também é fundamental para que a sucessão rural aconteça.

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