Não acredite em falácias nem em fakenews. Preparamos um artigo para mostrar o que é mito e o que é verdade.

10 mitos e verdades sobre o cooperativismo

Embora o cooperativismo já esteja enraizado no Brasil e em mais de 100 países, ainda hoje lemos e ouvimos informações desencontradas sobre o assunto. No atual cenário de fakenews surgem as mais variadas dúvidas. É aí que vemos a importância da educação cooperativista para uma correta informação de todos os públicos, principalmente aqueles que não vivenciam o dia a dia de uma cooperativa. Veja o que é mito e o que é verdade.

 

1 – MITO: Cooperativa é igual a sindicato

@VERDADE: Sindicatos também envolvem pessoas em busca de interesses comuns, mas estes se referem a classes trabalhistas, como dos professores, dos enfermeiros ou dos bancários, para citar alguns. Já as cooperativas são empresas de capital fechado, ou seja, não possuem ações comercializadas em bolsas de valores, pertencem unicamente a seus associados que trabalham em conjunto com o objetivo de gerar lucro social, ou seja, prestar serviços ao seu quadro social, viabilizando o seu desenvolvimento socioeconômico e cultural.

 

2 – MITO: Cooperativa é coisa só de agricultor

@VERDADE: É verdade que a agricultura é um dos ramos em que o cooperativismo está mais desenvolvido aqui no Brasil, afinal, 84% dos estabelecimentos rurais são de agricultores familiares que se organizam em cooperativas para terem melhor acesso a tecnologias, insumos, assistência técnica, armazenagem, comercialização e transporte das safras, e, segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, de 2017, 48% de tudo que é produzido no campo passa, de alguma forma, por uma cooperativa. Contudo, o setor agropecuário é apenas um dos 13 ramos em que o cooperativismo atua. Os demais ramos são: crédito, infraestrutura, saúde, produção, consumo, trabalho, transporte, habitação, educação, especial, mineral e turismo e lazer.

 

3 – MITO: Cooperativa é comunismo

@VERDADE: O cooperativismo é mais forte em países capitalistas como Estados Unidos e Alemanha, pois a cooperativa é uma empresa, e como tal, precisa gerar sobras (o equivalente ao lucros gerados numa empresa capitalista), não para remunerar o capital investido, mas sim para gerar o lucro social, como mencionamos anteriormente. É verdade que o cooperativismo socializa o poder democrático pelo voto universal – um associado, um voto –, que é a gestão democrática estabelecida pelo 2º princípio do cooperativismo, e também socializa a riqueza pela distribuição do resultado proporcional ao trabalho de cada um, e não ao capital investido, que é a participação econômica, o 3º princípio do cooperativismo. Mas isso não significa que as cooperativas sejam comunistas.

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4 – MITO: Cooperativa é relacionada a partido político

VERDADE: O primeiro princípio do cooperativismo reza sobre a adesão livre e voluntária, afirmando que “as cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminação de sexo ou gênero, social, racial, política e religiosa”. A cooperativa – bem como suas entidades representativas, a Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) – é uma entidade apartidária que mantém bom relacionamento com lideranças de diversos partidos e correntes ideológicas. A OCB orgulha-se, inclusive, da formação de uma Frente Parlamentar do Cooperativismo no Congresso Nacional com deputados representantes de todas as bancadas partidárias.

 

5 – MITO: Cooperativismo é o ato de cooperação

VERDADE: Cooperativismo é mais que isso. Enquanto cooperação é uma forma de ajudar as pessoas a atingir um objetivo, cooperativismo é um movimento econômico e social baseado na participação dos associados nas atividades econômicas. Enquanto o ato de cooperação é um movimento altruísta, o cooperativismo se baseia no ato de cooperar para unir pessoas engajadas com o mesmo objetivo de gerar riquezas.

 

6 – MITO: As pessoas que trabalham em cooperativas ganham menos

VERDADE: Os salários em cooperativas são, em média, 20% maiores que em empresas tradicionais. Em 2017, por exemplo, o salário médio dos empregados nas cooperativas gaúchas foi de R$ 2.171,00, enquanto que empregados do setor privado tiveram a média salarial de R$ 1.810,00. Os dados são da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE) e estão na publicação Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2018, do Sistema Ocergs-Sescoop/RS.

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7 – MITO: O cooperativismo só é bom pra quem é sócio

@VERDADE: Sim, o cooperativismo é ótimo para quem é sócio, pois dá acesso a condições econômicas e mercadológicas que, sozinho, o associado jamais teria. Mas o cooperativismo também é muito bom para as comunidades em que atua. Por exemplo: segundo dados FEE, os quais também estão na publicação Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2018, do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, municípios com presença de cooperativas apresentam melhores índices de educação e renda. Este, aliás, é o sétimo princípio do cooperativismo: Compromisso com a Comunidade. E o cooperativismo também é bom para a economia como um todo, pois gerou, em 2017, mais de R$ 2,2 bilhões em impostos ao estado do Rio Grande do Sul.

 

8 – MITO: O cooperativismo é um modelo ultrapassado

VERDADE: O cooperativismo nunca esteve tão em alta, e as cooperativas estão conduzindo grandes avanços científicos e tecnológicos nos últimos anos. As cooperativas agropecuárias, por exemplo, estão na vanguarda de grandes inovações da Agricultura 4.0, ampliando a produtividade das plantações a partir de tecnologias próprias. O ramo de crédito, por sua vez, se consolida cada vez mais na era dos bancos digitais e, inclusive, as cooperativas de crédito vêm crescendo mais que os bancos tradicionais nos últimos anos. O modelo cooperativista está sendo adotado para os mais variados modelos de negócios, desde plataformas de aplicativos, até indústrias de cervejas artesanais.

 

9 – MITO: O cooperativismo só existe no Brasil

@VERDADE: O cooperativismo é um movimento mundial, que surgiu em 1844, na cidade de Rochdale-Manchester, no interior da Inglaterra. Desde então, se espalhou para o mundo inteiro e, hoje, é realidade em mais de 100 países. O último Censo Global do Cooperativismo, realizado pela ONU, apontou a existência de mais de 2,6 milhões de cooperativas em todo o mundo, somando mais de 1 bilhão de membros e clientes. O estudo também indica mais de 12,6 milhões de postos de trabalho gerados por empreendimentos cooperativos, e a França é o país com maior número de cooperados (membros e clientes). Por falar em França, de acordo com a edição de 2016 do Observatório Mundial das Cooperativas, no país da Torre Eiffel estão três das maiores cooperativas mundiais: a maior cooperativa financeira do mundo, a maior de consumo e a maior de viagens e turismo.

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10 – MITO: O cooperativismo foi fortemente afetado por crises recentes.

@VERDADE: O cooperativismo surgiu das crises, onde trabalhadores fortemente abalados pelo desemprego buscavam alternativas para, juntos, seguirem produzindo e gerando riquezas para os seus sustentos. Esse “DNA cooperativo” faz com que, mesmo em tempos de crise, as cooperativas consigam alcançar ótimos resultados econômicos e sociais. É o que aconteceu no Brasil, onde, na contramão da crise financeira que atingiu o país nos últimos anos, o cooperativismo vem crescendo. No Rio Grande do Sul, por exemplo, as cooperativas cresceram, em média, 10% ao ano nos últimos três anos, e mantiveram o número de empregos gerados, mesmo em época de forte desemprego no meio das empresas tradicionais.

 

Ainda ficou com dúvidas? Não acredite em falácias nem em fakenews sobre o cooperativismo. Mande pra gente. Nós teremos o maior orgulho em responder.

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