A websérie rodou em 2018, mas foram tantos ensinamentos legais que não cansamos de lembrar.

Enquanto nos remoemos de saudades da websérie Fala Ae, Geração, que levamos ao ar no nosso canal no YouTube em seis episódios no ano passado, e aguardamos a nova temporada que vem por aí em 2019, vamos por aqui lembrando 3 iniciativas coop que a série nos trouxe.

Iniciativas coop não necessariamente têm a ver com cooperativas propriamente ditas, mas sim com o espírito cooperativo, aquele que está bem descrito nos sete princípios do cooperativismo, e carregam estas “leis de ouro” do cooperativismo em sua essência.

Vamos lembrar quais foram essas iniciativas?

 

1) Valorização dos Pequenos Produtores e da Agricultura Familiar

Vamos começar pelo fim. No sexto e último episódio da temporada 2018 da websérie, Capu levou ao ar o Desafio do Doce de Banana, mostrando como o cooperativismo é mais fácil de ser encontrado do que imaginamos, estando, por exemplo, em milhares de produtos nas prateleiras das grandes redes de supermercados de todo o Brasil.

Neste episódio, conhecemos a iniciativa da William & Sons Coffee Co., que valoriza a agricultura familiar a partir do reconhecimento dos pequenos produtores de café, fornecedores da boutique cafeteria e microtorrefação, destacando a origem de cada grão comercializado.

Em seu site, a William & Sons afirma: “o produto não é maior que o seu produtor”. E a valorização dos pequenos produtores está, inclusive, descrita como visão e missão da empresa: “Nossa visão é ser uma empresa líder internacional na transformação das comunidades onde ela se encontra”; e “Nossa missão é servir e apoiar a nossa comunidade trabalhando para selecionar os melhores grãos de café diretamente dos seus estimados produtores”.

No episódio, Capu conversa com o sócio-proprietário da William & Sons, Gustavo Albuquerque, e elogia a iniciativa de a empresa apresentar, nas embalagens, o carimbo de onde o café foi colhido com o nome do produtor. É, sem dúvida, uma excelente iniciativa coop da William & Sons, superconectada com o sétimo princípio do cooperativismo, que é o interesse pela comunidade.

 

2) Tecnologias cooperativas através de Startups

No quinto episódio da websérie, Capu abordou o tema Mundo Digital Cooperativo, mostrando como o cooperativismo interage com o mundo tecnológico, mais especificamente, com o empreendedorismo digital. Capu conversou com dois convidados que lideram a transformação digital de duas grandes cooperativas de crédito: Pablo Cardias, da Unicred Inova, e Tiago Nicolaidis, do Sicredi.

Em comum, as duas cooperativas incentivam o surgimento de startups que desenvolvam tecnologias digitais para o cooperativismo de crédito, e o mérito principal que buscam desenvolver nessas startups é a geração de valor ao cooperado. Em cocriação, as cooperativas e startups amadurecem as soluções aos cooperados a partir de feedbacks e aprimoramentos, e colocam esse serviço à disposição dos associados.

A cooperativa Sicredi, por exemplo, vem investindo em sua transformação digital desde 2016. E, em junho de 2018, lançou o aplicativo Woop, aliando a inovação digital ao Cooperativismo. A iniciativa deu oportunidade de integração entre parceiros, startups, fintechs e comunidades de desenvolvedores, contando com o ambiente do Tecnopuc, em Porto Alegre. Também no Tecnopuc, a Unicred lançou o desafio Unicred Inova, voltado a buscar soluções tecnológicas dos próprios colaboradores. No total, foram realizadas 478 iniciativas inscritas.

E, vale lembrar, #FicaADica: para empreender dentro do Cooperativismo, as atitudes valem tanto quanto o conhecimento técnico e a inovação em si. Embora as competências técnicas das startups sejam importantes, o que se busca é o alinhamento das tecnologias desenvolvidas com os princípios e valores cooperativistas. Sem dúvida, o Cooperativismo é uma ótima forma de se investir no meio digital.

 

3) Sustentabilidade além do pilar ecológico

Essa iniciativa coop foi apresentada no quarto episódio da websérie no ano passado: uma ação social sustentável. Pois, quando falamos em sustentabilidade, logo vem à nossa cabeça questões relacionadas à preservação do meio ambiente e à ecologia. Mas, na verdade, a sustentabilidade possui, além do viés ecológico, outros dois pilares: o econômico e o social.

Para que uma ação seja, de fato, sustentável, ela precisa levar em consideração esses três pilares, ou seja, satisfazer as necessidades (sociais, econômicas e ecológicas) do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades sociais, econômicas e ecológicas.

Pois não é que o Capu nos apresentou, no Fala Ae, Geração, uma bela ação social sustentável que vai muito além do pilar ecológico? Ele nos trouxe a história do cãozinho Toquinho e sua dona, a DJ Mari Brino, que construiu, em torno do guaipeca, uma ação social que é econômica, ecológica e socialmente sustentável, um modelo de negócio que não visa ao lucro e serve aos interesses da comunidade em que está inserida.

A união de esforços para propiciar o bem para a comunidade, como no caso do Toquinho, é mais uma ideia inserida dentro do sétimo princípio do Cooperativismo: compromisso com a comunidade, que prega o respeito às peculiaridades de uma comunidade para propor soluções de negócios e apoio a causas humanitárias.

Viu quantas iniciativas coop? Elas não têm, necessariamente, a ver com a existência ou formalização de uma cooperativa, mas levam, na sua essência, os princípios do Cooperativismo e fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa.

E você, conhece alguma iniciativa coop que queira nos apresentar? Comenta aí.

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