Cinebiografias e obras da ficção mostram até onde o individualismo,
a cobiça, a ganância e a competição de mercado podem chegar

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Dentro do universo cooperativo, aprendemos maneiras diferentes de se pensar relações de trabalho e crescimento corporativo. Como já citamos aqui inúmeras vezes, entre os 7 princípios do cooperativismo, levam-se em consideração, por exemplo, a gestão democrática, a participação econômica dos membros e o interesse pela comunidade.

Logo, sempre dizemos que ambientes de trabalho e empresas cooperativas visam a estruturas mais horizontais de hierarquia, focando no crescimento coletivo em detrimento da competitividade empresarial. Algo, na maioria das vezes, bastante raro nas empresas e marcas tradicionais.

#Empreendedorismo e Ganância  – Cinebiografias Históricas

Bom, a história do mercado está repleta de exemplos do chamado “canibalismo empresarial“, com protagonistas que fizeram de tudo para chegar ao topo, mesmo que isso envolvesse desconsiderar pessoas e “liquidar” concorrentes.

Tais protagonistas, mesmo que tenham originado grandes potências do mercado mundial, acabaram impactando muito negativamente suas relações pessoais, além de ferir princípios democráticos e de envolvimento social.

Levando em conta a inclusão social e o desenvolvimento sustentável promovido pelo cooperativismo, você vai conhecer agora cinco casos, no cinema, em que a competitividade de mercado e a ambição passaram dos limites e abalaram/destruíram relações:

#1 Fome de Poder

Você sabia que os fundadores do McDonald’s não tiveram acesso nem mesmo a 0,0001% de toda a fortuna que a marca gerou ao longo de sua existência? E pior: eles foram totalmente excluídos do gerenciamento de uma companhia que, ironicamente, levou o nome deles.

É o que relata o filme “Fome de Poder”, cinebiografia que mostra o surgimento da icônica rede de fast-food norte-americana e o quanto ela revolucionou o mercado de franquias de restaurantes ao automatizar processos de produção de lanches.

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Anteriormente gerenciado por dois irmãos com pouca ambição de mercado, o McDonald’s foi originalmente concebido para ser um negócio familiar de comida rápida, sem utilizar franquias para expansão. Já Ray Kroc (Michael Keaton) tinha planos bem mais ousados para a marca dos irmãos “Mac” e “Dick”.

Antes um vendedor de máquinas de milkshake mal-sucedido, Kroc violou contratos, mentiu para seus sócios, passou a perna em fornecedores e controlou franqueados à mão de ferro.

Os direitos e as opiniões dos outros só prejudicam o progresso, não é, Sr. Kroc? E essa não foi a última vez que o McDonald’s colocou seus objetivos pessoais à frente das parcerias.

#2 Jobs

Sabe quando um sonho coletivo se torna um embate e estraga boas amizades? Essa talvez seja a melhor maneira de descrever a cinebiografia de Steve Jobs, o falecido fundador da Apple Inc.

O que começou em uma garagem apertada na cidade de Los Altos, Califórnia, rapidamente tornou-se uma das maiores marcas de tecnologia do mundo, o que, além de custar antigas amizades e relacionamentos amorosos ao protagonista, resultou no dissolvimento de boas equipes e em um péssimo ambiente para se trabalhar e crescer.

Sim, os “inquietos e marginais” têm o poder para mudar o mundo. Porém, fica a reflexão: a que preço para eles e para as pessoas à sua volta?

#3 O Lobo de Wall Street

Ainda na linha dos relacionamentos e amizades desfeitas, temos “O Lobo de Wall Street”, provavelmente uma das obras recentes mais icônicas de Martin Scorsese.

Estrelada por Leonardo DiCaprio, essa comédia de humor mórbido mostra o quanto a ambição e a ganância são capazes de mudar drasticamente a personalidade de alguém.

Jordan Belford, um corretor de boas intenções e com um bom senso moral, torna-se um dos maiores pilantras do mercado de ações norte-americano. Dane-se quem compra, dane-se quem busca trabalhar honestamente em um bom ambiente de trabalho. O dinheiro sempre fala mais alto.

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#4 Ouro e Cobiça

Já imaginou encontrar uma das maiores minas de ouro (literalmente) da história em um dos países mais remotos do mundo? Não é só milagre financeiro, como também um orgulho para quem vem de uma família de mineradores.

Foi o caso de Kenny Wells (Matthew McConaughey). O que começou como algo para honrar o legado familiar e colocar o nome “Wells” em destaque no mundo da mineração, acabou em uma briga judicial pela exploração de uma mina na Indonésia, gerando mais um desgaste amoroso, inimizades e disputas de capital entre empresas.

#5 A Rede Social

Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos“, é o que diz a chamada da história de uma das maiores companhias de informação que a sociedade já conheceu.

Quem acompanhou de longe a história de Mark Zuckerberg e seus companheiros da Universidade de Harvard nem imagina a enorme disputa legal pelo controle e pelos direitos do Facebook.

Zuckerberg, possivelmente um dos empresários mais influentes da nossa geração, demonstrou o quão complexo é manter as amizades frente a algo de tamanha influência e riqueza. A grande batalha corporativa por trás da história do Facebook só não é maior, talvez, que seu impacto na comunicação mundial.

A Moral da História e o Cooperativismo

É claro, não podemos ser hipócritas de desmerecer a visão e o trabalho duro de grandes influenciadores de algumas das maiores empresas da história. Essa lista teve como intuito mostrar o impacto negativo, mesmo que em casos famosos, que o individualismo e a competição exagerada de mercado tendem a ter nas companhias e sociedades.

Afinal, nem tudo pode servir somente como uma boa lição de empreendedorismo e liderança, não é mesmo?

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O cooperativismo está presente em nossas vidas justamente para mostrar que é possível crescer de maneira sustentável e sem prejudicar parcerias e comunidades profissionais. Já parou para pensar nisso?

E você acredita que é possível crescer sem se basear em tantas disputas e desventuras corporativas?

Tem alguma outra sugestão de filme para entrar para esta lista? Deixe nos comentários 🙂

 

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