Em 2019, a Unicred Porto Alegre completa 10 anos de parceria com o Projeto Pescar, gerando oportunidades, ensinamentos e unindo a juventude e o cooperativismo.

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Adelaide Chicomo é educadora social, responsável pela turma atual do Projeto Pescar na Unicred Porto Alegre. O Projeto Pescar é mantido por uma Fundação criada em 1995 para expandir e consolidar um programa pioneiro de formação sócio-profissionalizante voltado para o desenvolvimento de jovens. Mais de 31 mil jovens já se beneficiaram do programa desenvolvido em parceria com empresas e organizações e norteado por princípios comunitários.

Em 10 anos de Projeto Pescar na Unicred Porto Alegre, foram 151 jovens beneficiados, muitos ensinamentos e oportunidades geradas unindo a juventude e o cooperativismo. Na Unicred Porto Alegre, mais do que uma empresa, os jovens tiveram contato também com os princípios transformadores do cooperativismo. O interesse pela comunidade está nos nossos princípios, e o cooperativismo tem muito a ganhar com o Projeto Pescar.

1) Primeiramente, gostaríamos que você se apresentasse e falasse um pouquinho da sua jornada.

Me chamo Adelaide Chicomo. Estou com 36 anos. Sou angolana por nascimento e brasileira por escolha desde 2004. Mãe de dois filhos, um casal. Psicopedagoga clínica e institucional formada pela PUCRS e pós-graduada em Gestão de Pessoas pela Esade.

2) Como surgiu o seu envolvimento com o Projeto Pescar e com a Unicred?

O meu envolvimento com o Projeto Pescar se deu em 2018 para atuar como educadora social na unidade Carlos Eduardo Secco e unidade Fraport. E, no final desse mesmo ano, abriu a vaga na Unicred. Concorri e conquistei-a.

3) Na sua opinião, o que uma cooperativa tem a ganhar implantando o Projeto Pescar em suas unidades?

Acredito que uma cooperativa tem ganhos em diferentes aspectos implantando o Projeto Pescar em sua unidade. O principal ganho, na minha opinião, é o de contribuir significativamente na transformação de vidas por meio da educação, oportunizando que jovens em situação de vulnerabilidade recebam uma formação e conheçam, experimentem e vivenciem o mundo do trabalho.

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Outro ganho implantando o Projeto Pescar é o desenvolvimento de competências diversas de seus colaboradores à medida que esses atuam como gestores, padrinhos e voluntários para aulas dos jovens do projeto. Vejo também como ganho a construção da cultura da paz na comunidade pelo espírito de cooperar ao abrir as portas, que simbolizam a atenção, às pessoas e às suas necessidades e carências, sem discriminá-las.

4) Em uma ótica inversa à da pergunta anterior, na sua opinião, o que os jovens alunos do Projeto Pescar têm a ganhar em uma cooperativa que não teriam, por exemplo, em uma empresa tradicional?

No meu entender, os jovens inseridos em uma cooperativa ganham o aprendizado da contracultura da produtividade, do crescimento, do lucro, pois vivenciam, experimentam teoria e prática do que é cooperar em prol do crescimento mútuo, do ganha-ganha diferente da maioria das empresas tradicionais em que se há um ganhador e haverá, automaticamente, um perdedor.

5) Você acredita que os jovens formados pelo Projeto Pescar dentro de uma cooperativa como a Unicred podem seguir carreira no cooperativismo? Cite um case de sucesso do Projeto Pescar da Unicred Porto Alegre.

Claro. Com toda certeza. Desde que haja movimento contínuo do jovem no quesito estudo, formação, aprendizagem após terminar o Projeto Pescar.

Hoje, a Unicred tem entre seus colaboradores profissionais que fizeram o Projeto Pescar na própria Unicred. Lembro agora a Janis Joplin Moreira Padilha, que já foi, inclusive, case de uma notícia no site do Projeto Pescar.

6) Um dos princípios do cooperativismo é o Interesse pela Comunidade. Na sua opinião, em que o Projeto Pescar está conectado a esse princípio?

O Projeto Pescar está conectado com o princípio do cooperativismo desde o seu começo. Aliás, foi por esse princípio de cooperar com a comunidade que o fundador do Projeto Pescar (o gaúcho Geraldo Tollens Linck | 1927-1998) alicerçou o seu ideal de abrir as portas da própria empresa para receber jovens da comunidade e lhes garantir formação, aprendizado, conhecimento, autoconfiança para mudar a própria condição social.

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7) Quais são os principais desafios de estar à frente de uma iniciativa como o Projeto Pescar dentro de uma cooperativa como a Unicred Porto Alegre?

Os desafios são os mesmos de outras unidades que não são cooperativas. E, nesta ótica, considero o de manter o engajamento do jovem com o Projeto e com a escola um dos mais significativos. Pois isso significa dizer não a várias outras coisas mais fáceis e imediatas para os jovens.

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