Neste Dia Internacional da Mulher, conheça e inspire-se com a história de três protagonistas do cooperativismo gaúcho

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#EuCooperoPelaIgualdade. 3 gerações que mostram a força da mulher cooperativista

A igualdade entre homens e mulheres está nos princípios do cooperativismo. O primeiro deles, que rege sobre a adesão livre e voluntária, afirma que as cooperativas são organizações abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminação de sexo ou gênero, social, racial, política e religiosa.

No que versa sobre a não discriminação de sexo ou gênero, a participação das mulheres em cooperativas vem crescendo ano a ano, e cada vez mais elas assumem funções de comando e destaque no cooperativismo.

Agora, no Dia Internacional da Mulher, mais do que nunca, é necessário falarmos sobre o seu papel nas cooperativas. Buscando reconhecer as que constroem o cooperativismo diariamente, selecionamos a história de três mulheres inspiradoras que representam três gerações de cooperativistas: Aneli Joaquim, Camila Luconi Viana e Roveni Doneda.

De gerações distintas e cidades diferentes, essas três representantes compartilham muito em comum, e, para nós, são exemplos da força, da coragem e do empoderamento da mulher cooperativista. Inspire-se com a história delas.

Aneli Joaquim

A jovem Aneli Joaquim tem apenas 12 anos, mas ela já é uma celebridade no meio cooperativista gaúcho. No ano passado, Aneli ficou conhecida por participar da cerimônia de entrega do Prêmio Ocergs de Cooperativismo 2018, que concedeu, na ocasião, o Troféu Padre Theodor Amstad ao presidente da Cooperativa Santa Clara, Rogério Bruno Sauthier, pelos relevantes serviços prestados ao cooperativismo.

O que levou uma menina de apenas 12 anos a ser celebridade no meio do cooperativismo é que Aneli, como uma boa mulher cooperativista, é uma liderança nata, sendo a mais jovem presidente de uma cooperativa no Rio Grande do Sul. Ela preside a Cooperativa Escolar do Cemef – Centro Municipal de Ensino Fundamental Leonel de Moura Brizola, a Coopemef, de Teutônia (RS).

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As Cooperativas Escolares são um tipo de laboratório de aprendizagem do cooperativismo onde os alunos se tornam os protagonistas de uma cooperativa de verdade formada por estudantes associados que praticam os princípios do cooperativismo, conduzindo e administrando a cooperativa, desde a escolha do produto que será comercializado, até a elaboração do estatuto, eleição de diretoria e conselhos, e organização de assembleias. Atualmente, no Rio Grande de Sul, existem mais de 100 cooperativas escolares presentes em 43 cidades gaúchas e uma federação.

Camila Luconi Viana

Camila é uma estudiosa do cooperativismo e de fazer o bem por meio do negócio. Professora da pós em cooperativismo da Unisinos e da Escoop, o tema surgiu na sua vida quando começou a trabalhar em uma cooperativa e, depois, ao estudar o modelo se apaixonou ao conhecer toda a sua raiz social e o potencial que tem de transformar a sociedade, mais que qualquer outro tipo de empresa.

Ela é Mestre em Gestão e Negócios pela Unisinos e Master Gestão pela Universitè de Poitiers (França), e desde 2015 atua no Sicredi, em Porto Alegre (RS), primeiro como Assessora Técnica de Sustentabilidade na Fundação Sicredi e, atualmente, como Especialista em Cooperativismo e Sustentabilidade na Plataforma Digital do Sicredi. Ela também está pesquisando as cooperativas de plataforma, um movimento de cooperativas que surgem na era da Internet. Pesquisar sobre o futuro é uma forma de manter a relevância das cooperativas.

Camila entende que as cooperativas, desde o começo, deram às mulheres oportunidades iguais de participação e de proverem a si mesmas melhores meios de vida, antes mesmo do voto ser legalizado na Inglaterra. Segundo ela, “diante das atuais desigualdades de gênero, as cooperativas podem fazer a diferença para a redução destas condições colocando em prática seus valores como autoajuda, igualdade e equidade e os seus princípios como adesão livre e voluntária e gestão democrática”.

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Camila já foi protagonista, aqui no Geração Cooperação, em um dos episódios da websérie Fala Ae, Geração! Confere lá: https://www.youtube.com/watch?v=UJXfUw7pjQs

Roveni Doneda

A agricultora, líder e conselheira da Cotrijal, de Não-Me-Toque (RS), Roveni Doneda, leva o cooperativismo a sério desde muito cedo. Seguindo o exemplo de seu pai, associou-se à Cotrijal ainda jovem, e sua força de vontade levou sua atuação para outro patamar dentro da cooperativa. Com coragem e vontade de aprender, a agricultora virou líder da Cotrijal, e foi eleita a única mulher ao lado de 17 homens no Conselho da cooperativa.

A luta contra um câncer de mama, deu à Roveni ainda mais resiliência para enfrentar os desafios da vida profissional na propriedade rural que toca ao lado do marido, Valdir Doneda, e na cooperativa, tendo, inclusive, conhecido os Estados Unidos por força de sua participação na Cotrijal.

A história de Roveni como liderança feminina do cooperativismo é tão inspiradora que a conselheira da Cotrijal já foi até personagem da websérie Histórias Reais do Cooperativismo, produzida pelo Sescoop/RS, em 2018. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=u_3Yvf_x9O8

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