Envolver os jovens estudantes no cooperativismo, desde a escola, vem marcando o futuro de muita gente.

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E aí, Geração, tudo bem?

O que é uma cooperativa escolar você já está ligado, não é? Nós mesmos já abordamos esse fenômeno do cooperativismo aqui no blog algumas vezes.

Na prática, elas funcionam como uma empresa júnior, instalada dentro das escolas, para incentivar o empreendedorismo.

Porém, diferentemente de uma empresa júnior, a cooperativa escolar trabalha não somente o empreendedorismo, mas também os valores e princípios do cooperativismo.

Nelas, os estudantes, geralmente jovens de 10 a 17 anos, são os sócios da cooperativa e responsáveis pela administração e condução dos negócios. Sim, uma cooperativa escolar faz negócios!

Eles planejam, criam, definem e lançam produtos ou serviços, aqui chamados de objetos de aprendizagem, e fazem toda a gestão do negócio.

Isso tudo você já sabe. O que queremos agora é mostrar que iniciativas assim marcam a vida de muitos jovens. Para o bem! Fomos atrás de jovens que já participaram ou ainda participam de cooperativas escolares e veja o que eles dizem:

“Nós aprendemos muitas coisas que levamos para a vida toda.”

A Letícia da Silva Kayser, de 16 anos, é, atualmente, a presidente da Cooperativa Escolar dos Alunos das Escolas do Campo de Ivoti (Cooecampo), que envolve alunos das escolas municipais de Ensino Fundamental Olavo Bilac, Nicolau Fridolino Kunrath, além da Nelda Julieta Schneck, onde Letícia estuda.

Veja o que ela nos diz:

“A minha história na cooperativa escolar Cooecampo começou quando eu entrei na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Nelda Julieta Schneck, em 2017. No início entrei como associada da cooperativa escolar, e cada vez mais fui me interessando como funcionava uma cooperativa.

No ano seguinte (2018), fui tesoureira e, aos poucos, fui percebendo que tudo que eu estava aprendendo ali eu poderia levar para meu futuro. Atualmente, atuo como presidente da cooperativa e vejo que, depois que entrei na cooperativa, eu amadureci muito.

A minha experiência de falar em público melhorou muito e, hoje em dia, eu tenho muito mais facilidade em interagir com outras pessoas. Eu acho que todos os jovens deveriam ter a oportunidade de participar de uma cooperativa, pois nós aprendemos muitas coisas que levamos para a vida toda”.

Recentemente, a Cooecampo foi premiada com o segundo lugar no 6º Prêmio Excelência em Educação Cooperativa, da Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), com o case Turismo Rural Pedagógico.

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Instituído em 2014, o Turismo Rural Pedagógico é o “produto” da cooperativa, o objeto de aprendizagem com o qual os jovens aprendem os princípios do cooperativismo na prática.

O Turismo Rural Pedagógico promove visitas guiadas a dez propriedades rurais parceiras da região de Ivoti, conduzidas por 36 alunos da escola, associados e responsáveis pela Cooecampo, os quais atuam como guias turísticos.

Excelente, Letícia!

“Muitas habilidades foram desenvolvidas na cooperativa escolar que uso até hoje.”

Aos 24 anos, Nikolas Leandro Bratz já não participa mais da cooperativa escolar Cooebompa, da Escola Técnica Bom Pastor, de Nova Petrópolis.

Sim, a cidade respira cooperativismo. Não é à toa que é a Capital Nacional do Cooperativismo. E o Nikolas acompanhou todo processo de fundação da Cooebompa, lá no ano de 2010.

Através de sua participação no movimento das cooperativas escolares, ele viajou até a Argentina, mais precisamente na cidade de Sunchales, para conhecer como as cooperativas de lá funcionavam.

“Naquela época, já decidi que faria parte da cooperativa escolar e que me dedicaria ao máximo para fazer este projeto vingar em nossa escola. Ainda hoje colho os frutos deste aprendizado, pois não saí desta vivência.

O trabalho em equipe, a ajuda mútua, a solidariedade e a empatia sempre são colocadas em prática no dia a dia. Aprendi como todos os jovens que fazem parte da cooperativa a me preparar melhor para o futuro, sendo mais responsável ao assumir compromissos, fazer atas, pautas de reunião, organizar espaços, receber e apresentar projetos, debater e mais outras muitas habilidades foram desenvolvidas na Cooperativa Escolar que uso até hoje.

E o Nikolas não saiu mesmo da vivência das cooperativas escolares. Hoje, ele é Secretário Executivo na Casa Cooperativa de Nova Petrópolis e trabalha com projetos e eventos sobre cooperativismo na cidade. Entre esses projetos, estão a construção e manutenção de cooperativas escolares em todo o Rio Grande do Sul.

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Além disso, ele sempre recomenda aos jovens participar de uma cooperativa escolar como forma de aprendizado para a vida, tanto pessoal como profissional.

Nas palestras, aulas e cursos de formação de cooperativas escolares que ministra, Nikolas fala de sua experiência de vida e aponta as oportunidades que uma cooperativa escolar pode oferecer. É isso aí, Nikolas!

E você tem ou teve experiência em cooperativa escolar, assim como a Letícia e o Nikolas? Deixe seu depoimento pra gente!

Falou, Geração! Até a próxima!

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