Cooperativismo e software livre tem ideais pautados na coletividade

O cooperativismo e o software livre tem algo em comum: seus ideais são pautados na coletividade. Nada mais natural que surgissem iniciativas para unir os dois movimentos em modelos de negócio que ajudam a construir um mundo mais solidário e humano.

Uma das cooperativas de software livre que conquistou espaço no mercado é a Solis, de Lajeado (RS). Formada no início de 2003 com apoio da Univates (centro universitário comunitário, sem fins lucrativos e com gestão democrática e participativa), é composta principalmente por alunos, professores e ex-funcionários da universidade que cooperam com o desenvolvimento regional e a fixação de talentos na região.

A Solis implementa e desenvolve soluções tecnológicas para variados setores e tem como principal foco as instituições de ensino superior. Suas especialidades são os sistemas de gestão acadêmicos e de bibliotecas.

Outra cooperativa da área que merece destaque é a Colivre, de Salvador, formada no início de 2006 com o objetivo de contribuir para a difusão e o desenvolvimento das tecnologias open source.

Já que o software livre é caracterizado pela abertura de seu código para edição, reprodução ou até mesmo estudo, todo sistema desenvolvido pela Colivre está disponível em um wiki próprio, que pode ser editado coletivamente. Todo o processo é colaborativo: através da plataforma, qualquer um pode enviar críticas e contribuições para o time de desenvolvedores, além de participar das comunidades ligadas a cada projeto.

Além disso, a Colivre contribui com o Debian, um sistema operacional universal que é mantido e atualizado por diversos voluntários ao redor do mundo. Também apoia a comunidade Inkscape Brasil, que troca conhecimentos sobre o software de editoração eletrônica de imagens e documentos vetoriais de mesmo nome. Os membros da Colivre compartilham constantemente seu conhecimento em eventos sobre software livre e economia solidária.

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