Um ano se passou desde que falamos sobre isso pela primeira vez aqui no Blog e voltamos a ter como nosso assunto principal o coronavírus, infelizmente. Mesmo assim, ainda precisamos falar sobre outras coisas muito importantes para a sociedade, como a igualdade. Então, se é importante pra sociedade, é importante pro cooperativismo e pro Geração Cooperação!

Já falamos aqui sobre o porquê do Dia Internacional da Mulher existir e hoje vamos aprofundar um pouco mais esse debate.

Como falamos em Covid-19, você sabia que a Onu Mulheres lançou, no final do ano passado, o tema para o Dia Internacional da Mulher 2021? “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de Covid-19” foi o tema escolhido para celebrar os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação da pandemia.

Pois é! As mulheres estão na linha de frente da crise da pandemia como profissionais de saúde, cuidadoras, inovadoras, organizadoras comunitárias. E algumas das líderes nacionais mais exemplares e eficazes no combate à pandemia. Segundo a ONU, a crise destacou tanto o protagonismo das suas contribuições quanto os fardos desproporcionais que as mulheres carregam.

Como assim, GC ?

Sim! Mulheres líderes e organizações de mulheres demonstraram suas habilidades, conhecimentos e redes para liderar efetivamente os esforços de resposta e recuperação da Covid-19. E a maioria dos países com maior sucesso no combate à pandemia são chefiados por mulheres. Vamos celebrar, né? Mesmo que isso aconteça em apenas 20 países no mundo todo.

Por outro lado, as mulheres estão enfrentando o aumento da violência doméstica, de tarefas de cuidado não remuneradas, desemprego e pobreza em todo o mundo.

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Mas o que tem a ver o tema do Dia Internacional da ONU com o cooperativismo? Não! Você não entrou no blog errado. Tem tudo a ver. Acompanha nosso raciocínio:

1: Se vocês lembram, alguns dos valores que regem o cooperativismo são a igualdade e a equidade. OK, isso vocês já sabem!

2: Você já viu que o GC e o Sescoop/RS, através de ações do Dia C, por exemplo, fala muito nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, né? Já sabe que estamos com a ONU desde 2015 para acabar com a pobreza.

Então…Além de estarem super alinhados, o cooperativismo e a ONU firmaram uma parceria em 2020, em que as cooperativas, através do Sistema OCB, assumiram o compromisso público de apoiar o cumprimento dos ODS incentivando sua promoção e alcance no Brasil, capacitando as cooperativas a aderirem à Agenda 2030. CLICA AQUI e saiba mais como essa parceria funciona.

Igualdade na prática

Ok, o cooperativismo é um modelo de negócios regido por princípios e valores que busca um mundo mais igualitário. Mas, na prática, o que ele tem feito pra ampliar a participação feminina no mercado de trabalho e nos espaços de decisão?

Consideramos um dado super importante da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A taxa de participação feminina no mercado de trabalho é de 52,3%, enquanto a masculina é de 72%. Os processos de mudança são super lentos. Por isso, o cooperativismo criou comitês de gênero.

A Aliança Internacional Cooperativa (ACI), é a organização que representa as cooperativas no mundo todo e criou o Comitê de Equidade de Gênero. Ele serve para trazer a equidade de gênero em todas as cooperativas e também como espaço de discussões e intercâmbio de experiências sobre o tema, englobando três eixos principais: Normativos, Combate à violência doméstica e violência contra as mulheres e Planejamento de projetos produtivos para mulheres.

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Como resultados desses comitês, diversas outras estratégias vêm sendo desenvolvidas pela ACI e, consequentemente, pelas cooperativas do mundo todo. Tudo isso, para promover a inclusão, a participação e a visibilidade das mulheres no setor, fazendo com que elas participem do movimento de forma igualitária e equitativa.

Inclusive, em uma matéria da Revista Saber Cooperar, a presidente do Comitê da ACI, Maria Eugênia Pérez, lembra que as empresas cooperativas são mais inclusivas do que outros modelos econômicos e dão mais oportunidades às mulheres.

“Não podemos esquecer que as cooperativas foram as primeiras formas empresariais e associativas que efetivamente deram à mulher igualdade de direitos com os homens e deram a oportunidade de pertencer a uma empresa, de fazer parte, de ser dona de uma empresa”

E olha só a prova de que o cooperativismo tem tudo a ver com o tema do Dia Internacional da Mulher da ONU em 2021! Desde sua criação, ele tenta assegurar a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Por exemplo:

No Brasil, já somos 5,9 milhões de cooperadas e no Rio Grande do Sul, 459 mil, sendo mais de 40 presidentes de cooperativas. Mais de 60% dos profissionais que atuam na área de Comunicação de coops gaúchas são mulheres. Mas as coops escolares são a nossa esperança. Mais de 60% dos cargos de liderança são exercidos por mulheres no RS.

O cooperativismo é feito por muitas mulheres fortes, determinadas e com orgulho de #sercoop. E, por isso, nessa semana, o Sescoop/RS postou em suas redes sociais depoimentos de grandes mulheres do cooperativismo gaúcho. Vai lá, confere, compartilha e nos diz se o cooperativismo é ou não é a melhor forma de construir uma sociedade mais justa? Conta pra gente o que a sua cooperativa tem feito para incentivar e apoiar as mulheres!

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