Neto e filho de sócios da cooperativa centenária, Cristian, 20 anos, quer seguir trabalhando neste modelo de negócio.

Seu Beno Haas não pôde assistir à sua cooperativa completar 100 anos. Faleceu poucos anos antes, depois de produzir leite para a Santa Clara por mais de 30 anos. Clério herdou o gosto por esse trabalho do pai e levou as coisas adiante. Ele se associou há 23 anos, três antes do nascimento de seu primeiro filho, Cristian. O guri, então, cresceu no meio do cooperativismo. E começou a trabalhar cedo na propriedade, que fica na linha Santa Luiza, interior de Carlos Barbosa-RS. Hoje ele sonha em poder permanecer no campo e dar continuidade aos negócios iniciados pelo avô.

Cristian sempre dividiu seu tempo entre os estudos e as atividades no campo. Hoje ele cursa Agronomia na Universidade de Caxias do Sul (UCS). Tem menos tempo pra trabalhar, mas segue cumprindo tarefas no gerenciamento e na lavoura. A família se dedica à produção de leite e à venda de animais registrados. Cristian gosta do que faz, tem intenção de permanecer na zona rural, mas deixa claro que não é uma rotina fácil. É preciso talento, a lida é pesada, e não se tem folga. Afinal, os animais não perdem a fome porque é final de semana ou feriado, né?

No futuro, ele gostaria de continuar com o negócio da família, mas isso vai depender do crescimento da propriedade, a ponto de se tornar lucrativa também para ele. “Sem dúvida, vou sempre procurar trabalhar com o cooperativismo”, garante. “Com ele, muitas famílias conseguem ir mais longe em seus objetivos; é uma maneira muito mais forte de se trabalhar.”

Leia mais  Filmes sobre cooperativismo

Por enquanto, é associado do Sicredi e dependente de seu pai na Santa Clara. Mas gostaria de também fazer parte dessa história como sócio. “A cooperativa Santa Clara eu vejo como uma família de amigos, todos desempenhando papéis diferentes, mas caminhando em uma só direção.”

Inscreva-se em nossa Newsletter!
Compartilhe: